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A Célula Adormecida, por Odete Silva. | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

A Célula Adormecida, por Odete Silva.

Opinião retirada do blogue Destante, por Odete Silva.

«Gostei imenso da trilogia Freelancer e foi uma agradável surpresa quando vi nas redes sociais que o Nuno, no segredo dos deuses, ia publicar um novo livro. Aliás, já estava pronto a sair nas livrarias com o título A Célula Adormecida.

A capa está fantástica e a sinopse agradou-me de imediato, pois como já disse muitas vezes, tenho interesse e imensa curiosidade em conhecer outras culturas. E aqui está um livro que me elucidou um pouco sobre os costumes de um povo do qual sei pouco.

Todos nós sabemos que é o fanatismo, o extremismo aquilo que estraga as religiões e mancha a reputação e faz denegrir a imagem de um povo e das suas crenças ao matarem em nome do seu Deus. Tal como diz o ditado, «paga o justo pelo pecador».

Neste livro, somos brindados com um enredo espetacular e com um tema que não poderia ser mais atual. Já li alguns livros sobre a cultura muçulmana para tentar entender as suas ideologias, crenças e forma como vivem. E o Nuno conseguiu neste livro trazer alguns ensinamentos e factos que desconhecia, fazendo-o de uma forma objetiva, mas com sensibilidade.

Nota-se nitidamente desde o início até ao fim do livro que o autor fez uma pesquisa apurada não só sobre a religião muçulmana, mas sobre política, terrorismo e factos históricos. Isso está patente quer nos detalhes, quer nas personagens, porque a narrativa mistura ficção com realidade, tudo muito bem interligado. Chega a ser assustador, pois sabemos que acontece na realidade.

O enredo é arrebatador desde a primeira página. Tanto a morte do novo primeiro-ministro português, o que acontece a uma jornalista que se vê em verdadeiros apuros em Istambul, na Turquia, como o atentado num autocarro no centro de Lisboa reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico, todos estes acontecimentos são narrados num período de tempo muito específico, ou seja, durante os 30 dias do Ramadão. Já pensei tantas vezes que não estamos livres de um atentado no nosso país. Espero que nunca aconteça.

Quanto às personagens, cativaram-me. Desde o protagonista, o enigmático Afonso Catalão, um reputado especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, à família muçulmana refugiada em Portugal e que não deixa ninguém indiferente, o autor conseguiu que o leitor se sinta próximo dos problemas que cada um enfrenta diariamente, envolvendo-nos durante toda a narrativa.

A Célula Adormecida é sem dúvida um livro muito bem estruturado. As suas 600 páginas foram lidas num ritmo galopante. É incrível quando um autor consegue esta proeza de prender o leitor do início até ao fim, pois não existem momentos parados. Lê-se num ápice e uma coisa de que gosto imenso são os capítulos curtos. Viciam de tal forma que não se consegue parar. Acabamos sempre por ler mais 2 ou 3 sem dar por isso. Claro que ajuda muito o facto de o enredo ser viciante, cheio de ação, mistério q.b. e suspense. Trata-se de um excelente thriller, muito bom mesmo. Por isso, recomendo que o leiam.»

Odete Silva
Destante blogue

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