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Archives for Dec 2016 | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

Até para o ano!

2016 foi um ano curioso. Após vários meses de secretismo, apresentei em outubro A Célula Adormecida, o meu primeiro livro em nome individual fora da trilogia Freelancer. Pode-se pensar que foi um grande ano e, de uma certa forma, quem assim o fizer terá razão. O livro revelou-se um sucesso dentro do próprio segmento, subindo rapidamente nos tops nacionais de thrillers. É mesmo, até à data, o único que conseguiu destronar o virtualmente imbatível A Rapariga do Comboio dessa mesma contagem na Wook, aquela que é considerada a maior livraria portuguesa da atualidade. Os indicadores foram excelentes, aliás, com posições semelhantes a serem replicadas nas restantes cadeias, incluindo a Fnac, uma loja cujo público não se tinha mostrado ainda muito recetivo a mim.

O ano que nos deixa foi também aquele em que comecei a receber um pouco de atenção dos meios de comunicação social nacionais. Não é que sinta necessidade de aparecer, mas a verdade é que acho que já o vinha a merecer. Sei que o género policial é considerado menor, que eu sou um autor pouco conhecido, que sou considerado marginal dentro dos autores portugueses porque não escrevo romances contemporâneos e que os nossos leitores preferem comprar um livro vindo de fora do que um dos meus, mas creio ser neste momento o autor português de
thrillers que publica com maior regularidade.

A Célula Adormecida foi um passo em frente para mim e, mais do que ter ido ao programa x ou y, ou ter sido n.º 1 ou 2 na livraria z, é isso que importa. Adquiri novas rotinas e métodos de trabalho, o que é sempre bom, e ganhei coragem para enfrentar alguns medos que tinha enquanto autor. Por outro lado, sinto-me hoje mais seguro do que estou a fazer e do meu valor, mesmo apesar de o ano, por razões que não interessam, ter sido repleto de altos e baixos, alguns destes últimos bastante difíceis de enfrentar. Portanto, fica a promessa de capitalizar esse mesmo crescimento pessoal e abordar 2017 com um pouco mais de calma e serenidade. Até para o ano!
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Boas festas.

presepio


Já é Natal, pelo menos, cá em casa. A imagem é do meu presépio, uma tradição que comecei a recuperar no ano passado e que resolvi manter em 2016. Diga-se apenas que, tal como em tudo o que me diz respeito, a apanha do musgo foi uma aventura. Envolveu um riacho, um certo cão, e a caixa do musgo derrubada por esse mesmo cão, caindo depois no riacho.

Kimi à parte, fiz as decorações de Natal há cerca de uma semana e, apesar de o meu presépio ter um ar elaborado (afinal, tem uma cascata e uma banda), o resto ficou tudo muito simples. Montei apenas uma árvore pequenina com a sagrada família ao pé e as tradicionais luzes a piscar. A minha parte preferida desta época é mesmo esta. Sabe-me muito bem desligar as luzes da casa depois do jantar e ver um pouco de televisão às escuras com os reflexos multicor a a iluminarem as paredes nas minhas costas. Melhor do que isto, só ter desculpa para comer à vontade. Winking

A propósito disso mesmo, o dia 24 será o mais natalício, já que é o único que tenho de folga. Como é do conhecimento público, tenho outra profissão além da escrita que funciona 24 horas por dia. Este ano apanhei a quadra em cheio. Estarei de serviço na tarde de 25 de dezembro, bem como na manhã de 31 e na noite de 1 de janeiro. Portanto, vou-me desforrar em grande. Além do bacalhau na consoada, estarei em pulgas para provar as filhós. Prefiro-as ainda mais do que o bolo rei, por exemplo. O resto da noite será calma, ou assim o espero. Conversar um pouco, abrir alguns presentes e desejar que estejam todos bem, facto que estendo a quem estiver a ler esta entrada. Termino-a com uma fotografia algo cómica. Retirei-a da série «O cão que comeu o Natal». Happy Happy Happy Boas festas!

kimi natal

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Primeiras palavras.

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue Manta de Histórias, por Isabel Caldeira.

«Uau! O que dizer deste livro? Está aqui uma história fantástica. O Nuno teve um trabalho de pesquisa incrível tanto histórica, como religiosa, política e económica. É um livro atual, que levanta tantas questões e receios. Quando comecei a ler o livro, aquelas primeiras páginas abalaram-me. Senti fisicamente o desespero. Apesar de um livro ficcional, muitos dos acontecimentos aqui narrados são verídicos. Não é um livro que se leia e se diga: “Não! Isto nunca poderá acontecer”. É um daqueles casos em que a ficção se confunde com o real e isso assusta. O mundo hoje está tão louco e perdido. Vejo este livro como um despertar, como uma tomada de consciência para a realidade. Tenho de dar os meus parabéns ao Nuno. Este livro está incrível. Leitura obrigatória para todos os que gostam de um bom thriller, mas também para todos os que se preocupam com os atuais conflitos no mundo. Leiam, leiam, leiam.»



Isabel Caldeira
mantadehistorias.blogspot.pt


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Entrevista online. Última sessão de autógrafos é este domingo.

«Escrever tem de ir além de saber pontuar corretamente ou dispor de um léxico variado.»

Escritores.online é uma base de dados sobre escritores portugueses. Foi com muito orgulho que aceitei o convite de um dos seus administradores para mais uma entrevista, desta feita escrita. Em 7 questões, deixo-vos o roteiro. Caso desejem ler as minhas respostas, convido-vos a seguirem esta ligação e a navegarem um pouco pelo portal. É só gente boa que lá irão encontrar. A entrevista também está disponível na barra lateral.


— Nuno, quando é que surgiu a necessidade de escrever?

— Onde é que, por norma, encontra a sua inspiração?

— Quais as grandes temáticas, os traços de personalidade e as geografias mais presentes na sua escrita?

— Que aspetos destacaria relativamente ao seu mais recente livro,
A Célula Adormecida?

— Quais os momentos mais marcantes no seu percurso literário?

— O que é, para si, um bom livro?

— E o que faz de um escritor um bom escritor?

— Para terminar, gostaríamos que nos indicasse os seus 7 escritores de eleição e os 7 livros que, indubitavelmente, recomendaria?



Este fim de semana irei terminar a ronda de sessões de autógrafos na região que me viu crescer. O evento irá começar às 16h30m no sítio do costume, isto é, na livraria Bertrand do Forum Algarve, uma velha amiga. Relembro que as pessoas que já têm
A Célula Adormecida ou qualquer um dos meus anteriores livros podem lá ir na mesma. Assiná-los-ei com muito gosto. Até domingo!



torres algarve 2016

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A Célula Adormecida, por Mariana Oliveira.

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue FLAMES.

«Creio que nunca tinha lido uma obra que estivesse tão atual no momento em que a li. A Célula Adormecida fala de um dos maiores problemas que ameaça o nosso mundo nos dias de hoje: o autoproclamado Estado Islâmico e as consequências nefastas que a sua atividade terrorista está a ter um pouco por todo o mundo, mas principalmente na Europa. Por isso mesmo, este livro mexeu com muitos dos meus medos e fez-me pensar no caminho que o continente europeu está a seguir.

Ao longo do livro, o Nuno levanta várias questões polémicas relativamente ao quanto poderá esse grupo terrorista estar a ser apoiado pelo Ocidente à custa de interesses económicos e foi aqui que levei um verdadeiro murro no estômago. Como a política é dos meios em que me sinto menos à vontade, e como ainda quero acreditar naquilo que há de bom no ser humano, nunca tinha pensado nessa possibilidade. Contudo, os factos apresentados pelo autor ao longo do livro assustadoramente fizeram muito sentido e esta foi uma obra que me fez ir mais além e pensar sobre questões difíceis e controversas.

Comparando com a trilogia
Freelancer, este livro é mais audaz, pois nele o Nuno foi mais além e chocou o leitor com acontecimentos extremamente dramáticos e revoltantes. Senti-me perturbada com algumas passagens que nos apresentam um lado mais negro do ser humano, mas que, infelizmente, refletem aquilo que acontece um pouco por todo o mundo. Senti, assim, que o autor decidiu arriscar mais com este livro, mostrando a maturidade literária que alcançou desde a sua estreia.

Mas se esta foi uma obra que me revoltou e assustou, foi igualmente uma obra que me fez regressar a um dos melhores períodos da minha vida. Falo do tempo em que vivi na Turquia e convivi de perto com essa cultura magnífica. Em
A Célula Adormecida, parte da ação passa-se nesse incrível país que liga a Europa e a Ásia, e simplesmente adorei ler passagens que decorrem em lugares onde tive o prazer de estar. Foi incrível voltar a ter contacto com a cultura muçulmana e comovi-me ao perceber o quanto o Nuno destacou um aspeto que tenho vindo a defender com unhas e dentes desde que esta questão do autoproclamado Estado Islâmico começou: o Islão é uma religião que tem como princípio o amor e a paz, e não de manheira nenhuma ser associado a atos terroristas. Creio que é aqui que os meios de comunicação têm falhado, pois vejo que não são muito esclarecedores neste aspeto e acabam por moldar a opinião das pessoas que, dessa forma, acabam por confundir os muçulmanos com terroristas. Esta é uma questão que tenho debatido nos últimos anos e gostei de ver escrito num livro aquilo em que eu tão convictamente acredito.

A profunda pesquisa que o autor fez para este livro permitiu-lhe explicar-nos um pouco os costumes dessa religião e os princípios em que assenta. Por isso mesmo, aconselho este livro não só pela história policial repleta de ação e drama que apresenta, mas principalmente porque é uma obra que de tão atual que é nos vai fazer olhar para aquilo que está a acontecer com outros olhos. Por fim, aconselho este livro para quem quer ter a oportunidade de ficar a conhecer melhor o Islão e em particular o hospitaleiro e incrível povo turco.»



Mariana Oliveira
flamesmr.blogspot.pt



Termino esta entrada com algumas imagens do lançamento nacional do livro e uma breve chamada à atenção para as próximas sessões de autógrafos. Serão as últimas duas do ano e as únicas que tenho agendadas para já. Recordo que são abertas a todos os meus livros, mesmo que já os tenham comprado e apenas queiram lá ir ter comigo para me conhecer e assiná-los. Conto com vocês para me fazerem uma visita. Happy



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Um grande lançamento. A Célula Adormecida, por ElsaR.

A semana passada foi profícua em acontecimentos. Depois da entrevista na SIC Notícias, foi a vez do lançamento nacional de A Célula Adormecida. Estava nervoso, como sempre, apesar de achar que correu muito bem. Aliás, não esperava uma afluência tão grande. Gostaria, por isso, de deixar aqui o meu agradecimento pelo carinho e interesse de todos vós. Titinha S. Caeiro, uma das colaboradoras do blogue Crónicas de Uma Leitora, gravou em vídeo parte do evento. Deixo-vos abaixo esse mesmo filme. Do meu lado esquerdo poderão ver Luís Pinto, autor do Ler y Criticar. Do meu lado direito encontra-se o Sheikh David Munir e depois Fernando Gabriel Silva, o meu editor.



Entretanto, as opiniões ao livro não param de sair.
A Célula Adormecida continua a ter um feedback muito positivo, que se tem refletido nos tops. O livro mantém-se há duas semanas como líder dos thrillers na Wook, e agora também num duplo 3º lugar na Bertrand e Fnac. A altura do ano, apesar de apelativa, é complicada, pois há imensas novidades. Ver o meu mais novo a desenvencilhar-se com à-vontade é um orgulho. Termino esta entrada com a promessa de regressar em breve e com a crítica de ElsaR do blogue Efeito dos Livros. Não se esqueçam que no próximo sábado, dia 10, regressarei à livraria Bertrand de Torres Vedras para mais uma sessão de autógrafos. Vemo-nos por lá?

«Nestes últimos meses, quantas vezes ficaste pregado à televisão a seguir atentamente as notícias sobre um novo ataque terrorista? Quantas vezes sentiste o pânico por ver os ataques acontecer em cidades que te são familiares, em sítios cada vez mais perto de casa? Quanto tempo achas que vai demorar até Lisboa aparecer no final da frase «atentado terrorista em...»?

Foi com esse pensamento que mergulhei de cabeça no tijolo literário que Nuno Nepomuceno nos traz com este
A Célula Adormecida. Pela sinopse, sabia que o palco seria a cidade que me recebe todos os dias pela manhã para mais um dia de trabalho. O que não estava à espera era de conseguir visualizar ruas, movimentos, sombras e todos os detalhes de uma história que sobe ao palco em Lisboa e começa com um ataque terrorista em pleno Marquês de Pombal. Acreditem que nunca mais vou olhar para um autocarro da CARRIS com os mesmos olhos.

No mesmo dia em que um homem se faz explodir no centro de Lisboa, uma bandeira do autoproclamado Estado Islâmico é hasteada no cimo do Parque Eduardo VII e, como uma desgraça nunca vem só, nessa mesma altura aparece morto o recentemente eleito primeiro-ministro. Este dia negro para o país é o ponto de partida para o mundo de
A Célula Adormecida, um livro que me deixou mais elucidada em termos políticos, que me deu a conhecer aspetos da cultura muçulmana que me eram desconhecidos e que me fez devorar umas centenas de páginas em meia-dúzia de dias.

O professor com uma ferida aberta no seu passado, a jornalista da fachada cuidada com o interior que se desmorona, uma família sobrevivente com um pai comedido, uma filha inocente e um filho catalisador.

A visão pelos olhos destes intervenientes permite-nos um exercício que acho que não fazemos vezes suficientes, o de nos colocarmos no lugar dos outros. É fácil julgar, tomar decisões precipitadas, alimentar preconceitos com base na ignorância e no medo, mas o que é muito difícil é vermos as coisas de um outro ponto de vista que não o nosso.

A Célula Adormecida tem todos os ingredientes para continuar a gerar novas edições. Uma lição de história, atualidade, aceitação, revolta e um sem número de sentimentos que nos povoam ao longo da leitura. Não descansei enquanto não o terminei.»

ElsaR
efeitodoslivros.blogspot.pt



Cartaz para a próxima sessão de autógrafos. Apareçam. Happy

A3-SessAutografos-NunoNepomuceno-TorresVedras-01

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Na SIC.

Apresento abaixo o vídeo com a entrevista que concedi à Edição da Manhã da SIC Notícias no passado dia 29 de novembro. Foi conduzida em direto por Paulo Nogueira e, como poderão ver, a maquilhadora fez um excelente trabalho com o vulcão que me tinha nascido na cara no dia anterior. As legendas são para a comunidade surda portuguesa.

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