Siga-me no Facebook Siga-me no Instagram Siga-me no Twitter Siga-me no YouTube
Archives for Feb 2017 | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

O que eu tenho andado a ler.

Os seguintes textos não são opiniões/ críticas aos livros apresentados. Com esta entrada desejo apenas dar a conhecer um pouco daquilo que leio e fazer algumas sugestões de leitura a quem estiver interessado.

Gosto bastante de ler e tento fazê-lo de forma regular. Infelizmente, o tempo tem andado algo curto. Duas carreiras, ambas igualmente exigentes, se bem que de forma bastante diferente, não é fácil de lidar e os últimos tempos têm sido particularmente difíceis no que à conjugação das duas diz respeito. Ainda assim, aqui fica o que li desde o verão do ano passado até fevereiro de 2017.


O Espião Inglês, Daniel Silva, Harper Collins

Este é mais um dos já vários volumes da série protagonizada por Gabriel Allon, o espião israelita ao serviço da Mossad com uma predileção especial pelo restauro de arte. Quem já leu estes livros sabe perfeitamente que são algo estereotipados, com uma construção narrativa que muda pouco ou nada, o que não impede que sejam bastante bons dentro do seu género.
O Espião Inglês não é exceção, antes pelo contrário. Destaco a transição Belfast — Lisboa — Londres, onde Daniel Silva se excedeu e nos oferece do melhor que já fez.


O Que Ela Deixou, T. R. Richmond, Editorial Presença

Essencialmente, trata-se de um thriller psicológico dos tempos modernos, mais adaptado à realidade inglesa e norte-americana, do que à portuguesa. Começa com o homicídio da protagonista, Alice Salmon, seguindo-se a reconstrução da sua vida desde a infância em casa dos pais até ao acontecimento que conduziu à sua morte, já na idade adulta, através de uma compilação de tudo o que um professor consegue encontrar sobre ela (excertos do diário, cartas, sms, tweets, etc&hellipWinking. Talvez a primeira parte do livro seja algo parada, mas depois ganha mais ritmo e torna-se num livro interessante e de agradável leitura.


O Quinto Evangelho, Ian Caldwell, Editorial Presença

E se existir um quinto evangelho, além dos quatro já conhecidos (S. Marcos, S. Lucas, S. Mateus e S. João)? É esta descoberta que move a intriga principal do livro, cuja ação decorre integralmente na cidade do Vaticano. O livro vai mais além dos contornos habituais do género e revela-se uma obra muito interessante sobre religião, sobretudo, pela caracterização que faz da relação entre ortodoxos e católicos. A relação entre o pai e filho também foi muito bem trabalhada pelo autor.


O Último Cabalista de Lisboa, Richard Zimler, Porto Editora

Romance histórico passado na altura da perseguição aos judeus que ocorreu em Portugal e Espanha no fim do século XV e, como tal, uma excelente reconstrução da Lisboa da época. O livro começa com a morte do tio do protagonista e demonstra que é possível construir um romance com contornos policiais, sem ainda assim perder o rigor e exatidão que se exigem a uma obra com esta ambição.


O Discípulo, Hjorth & Rosenfeldt, Suma de Letras

2º volume da série Sebastian Bergman, o
profiler que colabora ocasionalmente com o equivalente sueco à Polícia Judiciária portuguesa. O protagonista não é uma personagem simpática, o que, no caso do 1º volume me tinha dificultado algo a leitura. Contudo, a dupla de autores responsável pela série fez algo muito inteligente — utilizou essa característica para criar algum humor, dotando Sebastian de uma empatia que até este livro não lhe conhecia. Edward Hinde, o vilão do livro, é uma personagem fascinante, bem trabalhada, que carrega o enredo, quase nos fazendo desejar que seja bem-sucedido. Ah, e não sei se fui eu que interpretei mal, mas para quando um romance entre a Vanja e o Billy?


pilhadelivros





Comments

Istambul, capital de 3 impérios.

É uma das localizações mais importantes em A Célula Adormecida, nomeadamente por ser o local que melhor define a personagem principal do livro, Afonso Catalão, e os acontecimentos que marcaram o seu passado e que contribuem para a respetiva densidade psicológica. Deixo-vos aqui algumas imagens do artigo inédito que escrevi sobre a antiga Constantinopla e convido-vos a lerem-no na devida secção do site. Também podem aceder-lhe através da barra lateral (à direita). Aproveitem. É de graça.


artigo 1jpeg

artigo 2jpeg

Comments

A Célula Adormecida, por Odete Silva.

Opinião retirada do blogue Destante, por Odete Silva.

«Gostei imenso da trilogia Freelancer e foi uma agradável surpresa quando vi nas redes sociais que o Nuno, no segredo dos deuses, ia publicar um novo livro. Aliás, já estava pronto a sair nas livrarias com o título A Célula Adormecida.

A capa está fantástica e a sinopse agradou-me de imediato, pois como já disse muitas vezes, tenho interesse e imensa curiosidade em conhecer outras culturas. E aqui está um livro que me elucidou um pouco sobre os costumes de um povo do qual sei pouco.

Todos nós sabemos que é o fanatismo, o extremismo aquilo que estraga as religiões e mancha a reputação e faz denegrir a imagem de um povo e das suas crenças ao matarem em nome do seu Deus. Tal como diz o ditado, «paga o justo pelo pecador».

Neste livro, somos brindados com um enredo espetacular e com um tema que não poderia ser mais atual. Já li alguns livros sobre a cultura muçulmana para tentar entender as suas ideologias, crenças e forma como vivem. E o Nuno conseguiu neste livro trazer alguns ensinamentos e factos que desconhecia, fazendo-o de uma forma objetiva, mas com sensibilidade.

Nota-se nitidamente desde o início até ao fim do livro que o autor fez uma pesquisa apurada não só sobre a religião muçulmana, mas sobre política, terrorismo e factos históricos. Isso está patente quer nos detalhes, quer nas personagens, porque a narrativa mistura ficção com realidade, tudo muito bem interligado. Chega a ser assustador, pois sabemos que acontece na realidade.

O enredo é arrebatador desde a primeira página. Tanto a morte do novo primeiro-ministro português, o que acontece a uma jornalista que se vê em verdadeiros apuros em Istambul, na Turquia, como o atentado num autocarro no centro de Lisboa reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico, todos estes acontecimentos são narrados num período de tempo muito específico, ou seja, durante os 30 dias do Ramadão. Já pensei tantas vezes que não estamos livres de um atentado no nosso país. Espero que nunca aconteça.

Quanto às personagens, cativaram-me. Desde o protagonista, o enigmático Afonso Catalão, um reputado especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, à família muçulmana refugiada em Portugal e que não deixa ninguém indiferente, o autor conseguiu que o leitor se sinta próximo dos problemas que cada um enfrenta diariamente, envolvendo-nos durante toda a narrativa.

A Célula Adormecida é sem dúvida um livro muito bem estruturado. As suas 600 páginas foram lidas num ritmo galopante. É incrível quando um autor consegue esta proeza de prender o leitor do início até ao fim, pois não existem momentos parados. Lê-se num ápice e uma coisa de que gosto imenso são os capítulos curtos. Viciam de tal forma que não se consegue parar. Acabamos sempre por ler mais 2 ou 3 sem dar por isso. Claro que ajuda muito o facto de o enredo ser viciante, cheio de ação, mistério q.b. e suspense. Trata-se de um excelente thriller, muito bom mesmo. Por isso, recomendo que o leiam.»

Odete Silva
Destante blogue

Comments

A Célula Adormecida, por Rosana Maia.

Opinião retirada do blogue Bloguinhas Paradise, por Rosana Maia.


«Tudo começa quando Ibrahim – muçulmano – provoca uma explosão num atentado em Lisboa. Simultaneamente, também o futuro primeiro-ministro é encontrado morto. E é a partir destes acontecimentos que o autor nos dá a conhecer o que é ser muçulmano, o que é o autoproclamado Estado Islâmico e o que é ser refugiado. Relativamente a este aspeto, considero a obra muito atual e de extrema importância para toda a gente. Se há algo que esta obra fez por mim, foi enriquecer-me culturalmente neste assunto de uma forma não maçadora. Contudo, é um tema que exige uma leitura atenta para uma melhor compreensão do mesmo. Claro está que se calhar quem já percebe bem o tema não precisa de tanta atenção como eu.

Mas perante um livro que nos é apresentado como
thriller, a verdade é que como leitor esperamos isso mesmo. No entanto, o que senti foi que não foram o mistério e a ação que assumiram o papel principal nesta história, mas sim o esclarecimento do tema de base. De certa forma, compreendo que tal tenha acontecido, porque fazia parte da ideia do autor trazer o tema ao de cima. Mas penso que se houvesse um maior equilíbrio teria sido possível focar devidamente este tema e não descurar o thriller. Ainda assim, volto a deixar a ressalva que gostei bastante da obra.

E como seria de esperar do Nuno Nepomuceno, há coisas que nunca mudam e que na minha opinião não devem mesmo mudar. É verdade que a escrita do autor evoluiu muito desde o seu início – cada vez mais contínua a fluida –, tornando a leitura mais rápida do que achamos que iria ser com tantas páginas. No entanto, mais do que a evolução na escrita, a capacidade de interligar e transmitir várias mensagens não necessariamente relacionadas é efetivamente uma qualidade a referir. Apesar de não ser uma novidade no Nuno, é mesmo das coisas que mais gosto nele.

Outra das caraterísticas de que gosto muito no Nuno é a capacidade de envolver o leitor e de o fazer sentir algo. No entanto, no que diz respeito a esta última, não me pareceu tão bem neste livro como nos anteriores. Com isto não quero dizer que o livro não me envolveu e não me fez sentir, porque fez. No entanto, personagens como Afonso e Diana (de grande destaque ao longo da narrativa) não me fizeram sofrer por elas. Já por exemplo Sami Fahran fez-me sofrer um pouco e lembrar-me desta tão bela caraterística do Nuno que penso estar apenas escondida no meio de um livro muito enriquecedor.

Acima de tudo, penso que o objetivo a que o autor se propôs era muito alo. E que em relação a isto, não defraudou as minhas expetativas, porque considero que sendo a escada a subir tão grande, o resultado é invejável. No entanto, sinto-me cada vez mais exigente com o Nuno. Após a leitura de três livros (trilogia
Freelancer) da sua autoria, é claro que fiquei a conhecer em cada um inúmeras caraterísticas dele e agora sinto que as quero todas.»

Rosana Maia
Bloguinhas Paradise

Comments

Páginas Soltas.

Estive recentemente na Torres Novas FM, a rádio local da cidade com o mesmo nome, onde participei no programa Páginas Soltas. Sandra Barbosa, a anfitriã, conduziu a entrevista durante quase uma hora, onde abordámos vários temas, desde a minha infância, algumas curiosidades sobre o Prémio Note 2012 e, claro, os meus livros. Deixo em baixo a 1ª parte do podcast e a promessa de regressar em breve com mais uma entrada ainda esta semana. Estejam atentos. Até breve. Happy




Torres Novas FM
Páginas Soltas, por Sandra Barbosa
27 de janeiro de 2017
Comments