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Archives for Jun 2017 | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

O Espião Português, por Isaura Pereira.

Opinião a O Espião Português, por Isaura Pereira, autora do blogue Jardim de Mil Histórias.

«Uma das muitas coisas boas que esta comunidade me trouxe foi ter a oportunidade de conhecer novos autores internacionais, mas também nacionais. Fico muito feliz por saber que a literatura portuguesa está no bom caminho e recomenda-se.

O Nuno é um bom exemplo disso. Depois de ter lido
A Célula Adormecida fiquei cheia de curiosidade de ler esta trilogia. E o Nuno teve a gentileza de me enviar exemplares para poder conhecer esta história e dar opinião no blogue.

Li-o de uma forma quase compulsiva. Este é o tipo de história e de escrita que gosto. Uma leitura agradável, com ritmo e, sobretudo, muito bem escrita. Nota-se o cuidado do autor na forma como dá rumo à história e na construção das personagens. 

Um livro que nos permite viajar por alguns locais da Europa que eu tanto gosto. Uma leitura perfeita para dias mais agitados e para o verão. Escusado será dizer que estou ansiosa para voltar a esta história com o próximo volume
A Espia do Oriente

Recomendo a todos. Não só aos que gostam de bons thrillers

Isaura Pereira
jardimdemilhistorias.blogspot.pt

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A Hora Solene, por Tita Rodrigues.

Opinião a A Hora Solene, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

Desde que tinha terminado o segundo volume - A Espia do Oriente - que estava muito curiosa para saber como o Nuno Nepomuceno iria concluir a história de André. Por outro lado, tinha alguma pena de me despedir de André, Anna e até do Kimi, daí ter esperado um pouquinho para o ler. Mas, lá está, a curiosidade era muita, pois o final de A Espia do Oriente deixa-nos muito, mas muito ansiosos.

Mais uma vez, nota-se uma evolução na escrita do Nuno, muito cuidada e acessível, e um bom ritmo, quer de ação mas principalmente de suspense. O Nuno conseguiu criar uma história bem equilibrada, com mistério, suspense, ação, mas também com um toque de romance. Outro ponto forte é a descrição dos locais e dos acontecimentos, tão vívidas, mas sem serem maçudas, e que tornam toda a leitura muito visual.

Gostei muito do modo como o Nuno nos deixa na expectativa, durante um ou dois capítulos, com acontecimentos marcantes, como acontece logo no início do livro, onde ficamos logo muito ansiosos.

Em termos de personagens, e apesar de simpatizar muito com o André, a minha preferida é Anna, e devo dizer que senti um pouco falta do protagonismo que encontrei em
A Espia do Oriente. Sim, a ação vai "saltitando" entre André, Anna e até Elena, mas achei Anna algo mais "apagada" (mas lá está, talvez seja impressão minha, por ser precisamente a minha personagem preferida). Uma outra personagem que gosto e que gostaria de ter tido mais protagonismo, é Anssi, pois acredito que tenha muitos conflitos interiores.

Uma excelente trilogia de espionagem, muito bem escrita e, ainda por cima, de um autor português. Um autor que é um querido e simpatiquíssimo para todos os seus leitores, com um carinho muito especial pelos
bloggers.

Por isso, se ainda não leram a Trilogia
Freelancer do Nuno Nepomuceno, do que é que vocês estão à espera? Leiam pois acredito que não se irão arrepender, pois foram três livros que me proporcionaram horas de leituras muito prazerosas, com personagens que me irão acompanhar.


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

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Socorro, sou dono de um labrador!

Escrevo esta entrada com o queixo dorido e o nariz ferido. Tirei alguns dias para descansar e fui à praia numa destas tardes. Quando cheguei a casa, o meu labrador de dez meses resolveu saudar-me de uma forma bastante peculiar. Encontrava-se à minha espera, ordeiramente sentado à porta de sacada da sala, muito compenetrado, a ver quando é que eu tinha a ousadia de me aproximar. E assim foi. Abri a janela e baixei-me para lhe fazer uma festa. Não sei porque é que todos nós temos esta tendência, a de lhes afagar a cabeça e brincar com as orelhas, mas julgo cada vez mais que se trata de uma arma escondida que os cães reservam para momentos especiais, como o que descrevo a seguir, em que resolvem demonstrar toda a felicidade que sentem ao ver-nos chegar a casa depois de algumas horas de ausência. Baixei-me, de mão esticada repleta de ternura em direção ao canídeo, e fui cumprimentado por uma valente cabeçada no queixo. Ainda estava a recuperar do golpe e eis que ele me atingiu com um poderoso gancho de esquerda, dando-me uma pantufada no focinho.

Tem sido árdua, a tarefa de educar este jovem labrador. Logo eu, que gosto tanto tanto de ordem e sossego. Vivo numa vivenda fora da cidade com um pequeno jardim, que resolvi partilhar com o senhor cachorro. Acordo de manhã e deparo-me com a rega gota a gota desfeita em fanicos. É o meu novo
hobby, pacientemente voltar a ligar os tubos todos os dias. Não é que eu me queixe. Ele até se senta, dá a pata, rebola, mas, sobretudo, pula. Salta e pula como se tivesse molas nos pés, correndo atrás de mim, agarrando-se às minhas pernas, só para eu ficar a brincar mais um pouco com ele. Meu Deus, alguém dê um xanax ao cão, que ele faz aquilo que quer de mim.

Um destes dias, levei-o a passear à rua, coisa a que tenho procurado habituá-lo. Disseram-me que é saudável, tanto para ele, como para mim. Logo eu, que ultimamente, o único desporto que tenho disponibilidade para praticar é o do levantamento do garfo. Mas pronto, lá fui eu, de trela na mão, com o senhor cachorro muito direito, a
snifar tudo o que era flor, a mijar em todos os sítios e mais alguns. A sério, será que aquela bexiga não tem fim?

Entretanto, apareceu um casal de vizinhos com o filho pequeno pela mão. «Oh, que lindo», disse a mãe. «O gajo está mesmo giro», acrescentou o pai. «Olha, Pedro, faz-lhe uma festinha.» Orgulhoso do meu rapaz, cândido, lá resolvi aceder e aproximei-me com cuidado, o cão bem preso pela trela. Não é muito boa política agredir as crianças dos vizinhos. E de facto, confirmou-se. O Kimi começou a saltar, o puto assustou-se, e eu acabei no chão, estirado sobre o alcatrão, enrolado na trela do senhor labrador, que, ainda por cima, teve o desplante de se deitar ao meu lado, enquanto abanava o rabo em frente à minha cara e punha a língua de fora. Digo-vos, não é uma coisa agradável, o bafo de um cão deste tamanho.

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