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Archives for Nov 2016 | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

É hoje! A Célula Adormecida, por Sofia Teixeira.

Esta entrada está a ser escrita hoje, dia 30 de novembro, uma quarta-feira, algures pelo meio da manhã. O lançamento nacional de A Célula Adormecida decorrerá, portanto, logo à tarde. Recordo que o evento será apresentado pelo Sheikh David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, e Luís Pinto, autor de Ler y Criticar, o melhor blogue português de literatura dos dois últimos anos. Será uma cerimónia simples, descontraída (nem sequer vou levar gravata desta vez) e que espero vir a ser bem preenchida de leitores e restantes amigos. Começa às 18h30 na Fnac do CC Colombo e a sessão de autógrafos que se seguirá é aberta a todos os meus livros. Decidi que este ano não faria tantas aparições públicas como no passado, pelo que esta é oportunidade perfeita para todos nos revermos. Happy

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A propósito disso mesmo, deixo aqui um pequeno lembrete sobre onde me poderão encontrar a seguir. São 4 datas, sendo que as 2 primeiras acontecerão já nos próximos dias. As restantes podem ser consultadas na coluna lateral do blogue ou na página da minha
agenda.

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Estive também ontem em direto na SIC Notícias, onde Paulo Nogueira me entrevistou na Edição da Manhã. O
feedback tem sido extremamente positivo. Foi um momento especial, sem dúvida, que conto partilhar em breve. Já tenho o vídeo disponível. Falta-me apenas legendá-lo. Como sabem, tenho um grande carinho pela comunidade surda portuguesa, pois alguns dos seus membros são meus leitores.

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Termino ainda esta entrada com a última crítica que saiu à
Célula Adormecida. Retirei-a do BranMorrighan, o extraordinário cantinho de Sofia Teixeira, a quem só posso agradecer pelas excecionais palavras que me dedicou. Ora leiam:

«Mas. Que. Livro! Eu sei que não devia estar tão espantada, afinal conheço o Nuno e tenho real noção do seu talento, mas tenho que admitir que superou qualquer expectativa que eu pudesse ter. Não menosprezando a Trilogia Freelancer, A Célula Adormecida está noutro patamar. Se por um lado o volume do livro pode assustar, afinal são quase 600 páginas, por outro lado, não lhe adicionava nem tirava uma página que fosse. Quando encontrei o último ponto final, senti que estava perante um livro assombroso, um dos melhores livros da atualidade, sem sombra de dúvidas. Não me custa sequer imaginar que, mais cedo ou mais tarde, se tornará numa autêntica referência no que diz respeito a policiais/thrillers/romances (gerais) relacionados com terrorismo, mais propriamente com o autoproclamado Estado Islâmico. A quantidade de informação, nunca sendo demasiada, está perfeitamente equilibrada. Cada ingrediente é dado no momento certo e, terminada a leitura, sinto-me uma pessoa muito mais culta, muito mais conhecedora de um tema tão atual e que é alvo de tanta desinformação.

Como vocês sabem, principalmente por ter apresentado os últimos dois livros dele, o Nuno Nepomuceno, mais do que um autor, tornou-se um amigo. E ler o livro de um amigo é sempre um momento de responsabilidade, a sinceridade torna-se ainda mais vital, daí a necessidade de nos afastarmos desse papel e pegarmos na obra como se de um desconhecido se tratasse. E a verdade é que parecia que estava mesmo a ler um livro de um autor que nunca tinha lido. Houve uma espécie de emancipação na maturidade da escrita, muito sóbria, muito sólida, muito dura. A sensibilidade que era tão característica na Trilogia
Freelancer transformou-se em algo maior, num pesar bem articulado e factual. Também o formato da narrativa mudou um pouco, com capítulos mais rápidos, vários protagonistas em paralelo que são determinantes para o rumo final da história e mais não digo, para não estragar ou fazer prever algo sobre a leitura.

Não quero falar sobre a história em si. A sinopse diz quanto baste e acho que o essencial a retirar desta leitura é que a minha admiração pela postura deste livro não tem fim. É completamente despretensioso, ao mesmo tempo que é uma lufada de ar fresco necessária. São poucos os livros deste género que se dão ao trabalho de educar o leitor, de fazer questão de elucidar, com pormenor quanto baste, as idiossincrasias que rodeiam o enredo. Muito se fala sobre muçulmanos, radicais, as guerras do Médio Oriente, os potenciais interesses económicos das principais potências mundiais, mas pouco se mergulha no que realmente significa ser muçulmano, na crença em Maomé e pelo que é regido o Alcorão. Este livro é precioso em vários sentidos, mas este é um dos principais, principalmente pelas consequências que vamos testemunhando no que toca ao preconceito, à total ignorância consciente, pois é mais fácil colocar as culpas no que se desconhece do que tentar-se conhecer e compreender a diferença. 

Tenho tido mesmo muito pouco tempo para ler, mas a minha relação com o livro tornou-se algo dependente. Dei por mim sem me aperceber das horas a passarem, a parar só para comer, e mesmo tendo tanta coisa da faculdade por completar, não resisti em fazer uma pequena maratona para não acabar o fim de semana sem o ler. Gostei muito da desenvoltura da história, da mistura de uns quantos géneros, perfeitamente alinhados, de forma a proporcionar ao leitor uma leitura ritmada, apaixonada, expectante e surpreendente. São várias as questões que levantamos sobre a trama ao longo da mesma, são vários os momentos em que sorrimos, outros em que o coração se aperta e outros em que tudo se torna tão negro que houve momentos em que ceguei, de sentir uma revolta tão pura por saber que aquilo acontece na vida real. Lisboa foi o palco escolhido para a ficção, mas podia não ser ficção, em muitas cidades é exatamente aquilo que tem acontecido. E a conclusão é que a incompreensão leva ao ódio e o ódio ao imprevisível. Uma pessoa é capaz de se transformar por completo e ser autor de ações que nunca antes teria sido capaz sequer de se imaginar pensá-las. Gostei. Muito. Na verdade, acho que,
A Célula Adormecida, é um grande candidato a livro do ano.»


Sofia Teixeira
BranMorrighan.com


Até breve,
Nuno. Winking

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Uma semana alucinante. A Célula Adormecida no mundo do Tiago.

Os próximos dias prometem uma agenda bem carregada. Mais de um mês depois de ter sido colocado à venda, A Célula Adormecida irá finalmente ter direito a um lançamento nacional. O desfasamento prende-se essencialmente com alguma incompatibilidade de horários entre mim e a loja onde vai decorrer, o que fez com que acabasse por «cair» para o fim de novembro. Na realidade, até pode ser bom, pois há vários leitores que já leram o livro e assim, posso autografá-lo na altura, não necessitando de esperar por outra ocasião. Portanto, na próxima quarta-feira, conto com todos vós. Recordo que a sessão de autógrafos que se seguirá ao lançamento é aberta a todos os meus livros e o que evento irá ter a apresentação do Sheikh David Munir, o atual imã da Mesquita Central de Lisboa, e de Luís Pinto, autor do Ler y Criticar. O convite é apenas um lembrete, pois a entrada é livre. São todos bem-vindos!

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Um dia antes, terça-feira, dia 29, irei estar em direto na SIC Notícias. A entrevista será incluída na Edição da Manhã, deverá ir para o ar por volta das 09h30 e será conduzida, em princípio, pelo jornalista Paulo Nogueira. Já sei que estarei algo nervoso, pelo que vos peço para me desejarem sorte. Happy

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Findo o lançamento nacional, seguir-se-ão duas sessões de autógrafos:

  • dia 2 de dezembro, sexta-feira, na livraria Bertrand do Arena Shopping em Torres Vedras, às 21h00;
  • dia 4 de dezembro, domingo, na livraria Bertrand do CC La Vie (antigo Vivaci), às 16h30;
A Célula Adormecida estará com 20% de desconto. Portanto, aproveitem!

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Termino esta entrada com mais uma opinião à
Célula Adormecida. Tiago Serra Cunha, autor do canal no YouTube Tiago's World, está com um ar algo sério na miniatura, mas, por favor, vejam o vídeo. O livro tem recebido muito boas críticas e esta é uma verdadeiramente excecional.



Tiago Serra Cunha
Tiago's World

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Em n.º 1. A Célula Adormecida, pela mulher que ama livros.

É com particular alegria que escrevo esta entrada. A Célula Adormecida chegou esta semana ao n.º1 do top de thrillers da Wook, destronando A Rapariga do Comboio. Mais importante do que isso, é altura em que acontece e o facto de ser a primeira vez em papel. Já fui líder em ebook várias vezes, mas só agora em papel. Estando nós numa altura crítica do ano em termos editoriais, em que a concorrência é mais do que aguerrida, esta é uma conquista particularmente saborosa. Pelo menos, faz-me pensar que a minha carreira está em subida e não a evoluir em sentido contrário.

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Para festejar esta feliz ocorrência, não esqueçamos que a semana que vem promete ser ainda mais especial. O lançamento nacional decorrerá no dia 30, pelas 18h30m, na Fnac do CC Colombo. Estou particularmente ansioso, já que contarei com a presença do Sheikh David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, e Luís Pinto, autor do Ler y Criticar, dois excelentes oradores. Já sabem que eu farei o possível. Winking

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E é precisamente um dia antes, na terça-feira, dia 29, que algo muito importante irá acontecer. Darei uma entrevista em direto na Edição da Manhã da Sic Notícias. Deverá ir para o ar algures por volta das 09h30m. Se puderem ver, não percam. Agradeço todo o apoio que vier desse lado.

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Termino com mais uma opinião à
Célula Adormecida. Foi retirada do blogue A Mulher que Ama Livros.




Cláudia Oliveira
amulherqueamalivros.blogs.sapo.pt

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Lançamento nacional a 30 de novembro. A Célula Adormecida, por Manuela Santos.


Embora já esteja na minha agenda há algum tempo, é com prazer que anuncio que o lançamento nacional de A Célula Adormecida irá decorrer no próximo dia 30 de novembro, na Fnac do Colombo, às 18h30.

A apresentação estará a cargo do Sheikh David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, e de Luís Pinto, autor de Ler y Criticar, considerado o melhor blogue de literatura em Portugal em 2014 e 2015.

A entrada será livre, pois claro, e o lançamento seguido de uma sessão de autógrafos dedicada a toda a minha obra. Quem quiser adquirir
A Célula Adormecida tem aqui uma boa oportunidade. Quem já tiver o novo livro ou os anteriores também é livre de aparecer, quanto mais não seja para dar um olá. Os rabiscos são de graça! Apareçam.

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Até lá, deixo-vos com mais uma opinião à
Célula Adormecida. Esta foi retirada do blogue Marcas de Leitura. Estejam atentos aos próximos dias. Além de mais entradas por aqui, estarei ainda na Edição da Manhã da Sic Notícias a 29 de novembro para antever o lançamento. A entrevista será em direto por volta das 09h30. Não percam. Planeio ir todo janota!



«Assim que dei inicio à leitura, fiquei de imediato presa à passagem dos refugiados pelo Mar Egeu e à história de uma família síria que abandonou tudo na esperança de uma vida melhor — a mártir Aisha, Sami, a pequena Sarita e o jovem Ahmad, com uns grandes e puros olhos azuis que herdara da mãe. Olhos esses que num ímpeto exibiam puro ódio. Esta família tentou a sua sorte através da travessia num pequeno bote de borracha. Para muitos, esta passagem transforma-se num enterro no mar.

Para os refugiados se adaptarem ao novo estilo de vida do ocidente, têm de alterar o seu modo de vida, o que implica que estas sociedade estejam preparadas para acolher e integrar estas pessoas de outras culturas.


Em Portugal e passados cinco anos da passagem pelo mar Egeu da família de Sami, dá-se uma explosão num autocarro público em plena rotunda do Marquês de Pombal. Na mesma noite, Henrique Brandão Melo, líder do Partido Central e vencedor das eleições legislativas, suicida-se.

Teria ocorrido um ataque terrorista em Lisboa? Quantos de nós já não estamos preocupados com a afirmação do Estado Islâmico que diz que prevê controlar Portugal e Espanha até o ano 2020?
Será que o futuro primeiro-ministro se suicidou, ou teria sido vítima de um atentado?

Afonso Catalão é a figura principal da história. É professor na Faculdade de Ciências Socias e Humanas da Universidade Nova de Lisboa — que se situa na Avenida de Berna —, e é especialista em Ciência Politica e em Médio Oriente. Criei logo empatia com ele. É uma pessoa inteligente, culta, de fé, misteriosa e com temores e segredos.

Também faz parte integrante da história Diana Santos Silva, uma jornalista ambiciosa, falsa, que não olha a meios para atingir os fins, antiga assessora de imprensa do Partido Central.
Que medos e segredos guarda Afonso Catalão?
Os acontecimentos também se desenrolam ao redor da família de Sami, a qual já referi anteriormente.

O autor transporta-nos numa visita guiada pela nossa maravilhosa Lisboa, arredores, e ainda pela Turquia, com descrições, pormenores e detalhes simplesmente fantásticos. Os locais, as ocorrências e os personagens são tão reais e credíveis que nos levam para dentro da própria história.

O livro transmite conceitos, detalhes e informações ao abordar os flagelos da sociedade, tais como: o terrorismo, a xenofobia, o racismo,
exclusão social, comportamentos de risco, a fé que nos move, a discriminação e a violência. Verifica-se neste livro que o autor teve de fazer muitas pesquisas e investigações para nos oferecer todas estas particularidades. 


Nuno Nepomuceno, como em todos os seus livros, tem uma escrita e linguagem própria, clara, natural, simples, criativa, cuidadosa, envolvente, elaborada, acessível e de fácil compreensão, que nos faz refletir e não nos deixa interromper a sua leitura.

É com satisfação que devoro páginas atrás de páginas, enredo-me nas suas tramas. Os sentimentos e perturbações são díspares.

A leitura é compulsiva, arrebatadora, frenética, viciante, empolgante e fluida, com temas atuais como o sofrimento dos refugiados, o terrorismo, a religião e os conflitos com outras culturas.

Além de uma história com temas muito atuais dos nossos dias e da nossa sociedade, que merecem toda a nossa atenção relativamente aos sucessivos atentados terroristas que têm sucedido na Europa, também é um ensinamento.
Este livro trata de temas sensíveis e delicados da sociedade e transmite-nos situações de gravidade do mundo em geral. Faz-nos refletir e acredito que ninguém vai conseguir ficar diferente a este enredo.

Uma narrativa intensa e plena de ação, suspense, mistério, conflitos, terror, segredos, dúvidas e incertezas ao longo das 586 páginas que se devoram num ápice. 

A Célula Adormecida possui principio, meio e fim, além de uma narrativa dinâmica e uma estrutura de texto magnífica que desperta o leitor.
Gostei da divisão de capítulos pequenos por intervalos de tempo e espaço, que nos permitem interpretar a ação e os acontecimentos da história mais facilmente.

Recomendo sem reservas o autor Nuno Nepomuceno.
A Célula Adormecida saltou para o 1º lugar dos melhores livros lidos no ano 2016, batendo assim o livro Confia em Mim de Lesley Pearse. Nuno, é difícil alguém superar a Lesley Pearse, mas tu ultrapassaste e superaste também as minhas expectativas! Adorei.
Não sabem o que oferecer no Natal? Ofereçam “A Célula Adormecida” uma prenda que qualquer leitor vai adorar!»

Manuela Santos
marcasdeleitura.blogspot.pt

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A Célula Adormecida, por Cláudia Sérgio, e no Alvim!

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue Uma Biblioteca em Construção.

«Quando A Célula Adormecida chegou às minhas mãos, senti que devia começar a ler imediatamente. Afinal, gostei bastante da trilogia Freelancer e estava muito curiosa para saber que mais teria Nuno Nepomuceno a oferecer aos leitores. Além disso, fiquei satisfeita por ver que a editora continuava a apostar neste autor português. Confesso que cheguei a ter algum receio de que a história deste livro não conseguisse superar as aventuras de André Marques-Smith, mas cedo percebi que tal medo não tinha qualquer fundamento. É que este livro não para de surpreender pela positiva.

O tema central desta obra é bastante atual. Hoje em dia, existem inúmeras notícias relativas a terrorismo, refugiados, Médio Oriente e suas guerras, mas, muitas vezes, estas realidades parecem tão distantes que quase que existe dificuldade em aceitar que tal é real. Nuno Nepomuceno pega em tudo isto e imagina o que seria se Portugal lidasse com estas questões com maior proximidade. Ao mesmo tempo, pega em algumas questões muitas vezes esquecidas, tais como a intolerância e o choque de culturas, para nos recordar que essas questões existem na nossa sociedade e que nós podemos ter os meios necessários para atenuar certas dificuldades.

Afonso Catalão é o protagonista da trama. Gostei do facto de se tratar de uma personagem que consegue cativar desde o início, mas que vai revelando diferentes facetas ao longo da narrativa. Percebemos logo que se trata de um homem íntegro, de grandes conhecimentos e com uma vontade enorme de dar a mão aos incompreendidos pela sociedade. Contudo, ao mesmo tempo, ele é uma figura misteriosa, que tem dificuldade em revelar-se e que esconde certas atividades presentes e passadas.

Mas existem outras personagens de relevo. Diana, de quem tive dificuldade em simpatizar ao início, acaba por mostrar ser mais do que aparenta, tornando-se um exemplo de força e independência feminina. Sami, um pai devoto, conseguiu ter sempre a minha compaixão, mesmo quando não conseguia aceitar a s duas decisões. Existem muitas outras figuras que mostram a capacidade do autor criar personalidades distintas e que representam papéis significativos para dar força e realisto à história. Isto mesmo quando não somos capazes de entender os seus atos ou a crueldade de que são alvo.

Nesta trama são apresentadas organizações reais e pouco exploradas ou conhecidas da maioria da população. Gostei muito de conhecer melhor esse lado. Além disso, o autor mostra que está atento à atualidade, além de revelar ser sensível à forma como pessoas de diferentes valores e pensamentos reagem aos mesmos acontecimentos. Mas mais importante é o facto de, de forma direta e fácil de compreender, serem apresentadas informações verdadeiras, atuais e muito relevantes. Deste modo, a leitura torna-se não só um bom entretenimento, apresentando uma trama que, felizmente, é fictícia, mas que teme conteúdos para melhor entendermos o mundo em que vivemos. E, quem sabe, para nos levar a melhor agir pelo bem comum.

Além de ter gostado de toda a aventura, que está bem construída e estimula a leitura, fiquei bem impressionada com a quantidade de informação relevante que existe nestas páginas. Sinto que passei a compreender melhor algumas questões e que terminei este livro com mais conhecimentos relativos ao Médio Oriente. Nuno Nepomuceno consegue dar informações com clareza, mas sem fazer com que o leitor sinta que está a ler um ensaio. Todos os tópicos foram bem colocados e expostos, e devo realçar uma certa entrevista que o professor catalão dá e na qual aborda muitos assuntos com naturalidade de forma interessante. Isto é possível graças ao talento do autor.

A Célula Adormecida é um livro que recomendo, sem sombra de dúvida. Apresenta uma história que está bem escrita, é atual, próxima e faz pensar sobre a sociedade em que vivemos, sobre quem realmente nos governa e sobre o medo enquanto instrumento de repressão e ódio. No final, surge uma mensagem importante relativa a tolerância, compreensão e aceitação da diferença. Acabar de vez com o terrorismo pode não estar nas nossas mãos, mas construir uma comunidade pacífica só depende da forma como aceitamos e respeitamos o outro.»



Cláudia Sérgio
umabibliotecaemconstrucao.blogspot.pt




Entrevista concedida a Fernando Alvim, programa É a vida Alvim, canal Q, dia 12 de novembro de 2016.





PS — Estejam atentos às próximas entradas! O lançamento nacional de A Célula Adormecida está a aproximar-se e a festa vai ser grande. Happy



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A Célula Adormecida, por Márcia Balsas.


Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue Planeta Márcia.


«A leitura foi rápida. As quase seiscentas páginas são feitas de adrenalina e o ritmo imposto não tem piedade do leitor. Mas isso eu já esperava, pois foi assim com a Trilogia Freelancer (O Espião Português, A Espia do Oriente e A Hora Solene). Desta vez eu queria mais.

Tem-se tornado algo difícil ler os livros de quem estimo. E o Nuno, pela sua dedicação e capacidade de trabalho, é um autor que cada vez mais admiro e que gosto de acompanhar de perto. Curiosamente, em vez de me tornar benevolente e dar palmadinhas nas costas, torno-me mais exigente e severa com as pessoas de quem gosto. Mas só com aquelas que acho que podem chegar mais longe. É uma forma esquisita de demonstrar carinho, eu sei, mas sou dura porque acredito e porque quero (quero mesmo) que quem tem talento e investe tempo e suor na escrita tenha a devida compensação.

Bom, está mais do que visto que esta opinião dificilmente será imparcial, mas, dada a natureza do que explico acima, o meu grande receio era prejudicar o autor. E isso eu não podia conceber.

O livro está lido e os receios postos de parte. O Nuno superou as expectativas e poupa-me os remorsos de ter que escrever que esperava melhor. Bom, na verdade espero mais. Espero sempre. Mas para o próximo livro.

Depois desta longa introdução quero dizer-vos que esta foi uma leitura envolvente, com várias áreas de ação, cheia de mistério e pulso acelerado. O tema é extraordinário, não só por ser atual, mas por permitir tantas possibilidades de intriga que o Nuno soube (muito bem) aproveitar.

Quem nunca pensou na possibilidade de um atentado terrorista em Portugal? Nos tempos que correm é fácil conceber essa hipótese, infelizmente. Um atentado em Lisboa na noite das eleições legislativas é a premissa para esta fantástica viagem que, mais do que um romance policial ou de espionagem, é uma brilhante chamada de atenção para a intolerância religiosa.

É notória a pesquisa e a preparação do autor para este livro, eu diria até notável, e, ao contrário do que verifiquei nos livros anteriores, a forma como a informação passa para o leitor é mais cuidada. Os dados (políticos, sociais ou geográficos) são tema suculento de diálogos, por vezes acesas discussões que aumentam o estado de alerta para assimilar informação. Os locais vão sendo descritos de modo cadenciado, sem precipitações, como um palco que vai sendo montado à medida que se desenrola a trama. Em algumas ocasiões senti que podia estar a ler um livro de viagens, nomeadamente na parte que decorre na Turquia.

Em resumo, neste novo livro, Nuno Nepomuceno toca na ferida de temas polémicos da atualidade com a sua escrita envolvente e elegante. De forma fluida e muito bem conseguida expõe o drama dos refugiados sírios, o conflito do Médio Oriente (ou talvez conflitos seja mais adequado) e a guerra do petróleo. Mostra uma Lisboa multicultural e (infelizmente) intolerante. Leva o leitor pela mão à Mesquita Central de Lisboa e ensina (ou não tivesse sido ele professor) o que significa ser muçulmano. Faz uma viagem pelo mundo fútil de quem vive da imagem e pela manipulação dos
media. Apresenta uma das minhas personagens preferidas de sempre, Afonso Catalão, que, como tem de ser, não é o que aparenta. E é, de resto, o principal símbolo da maturidade deste livro. André Marques-Smith ficou lá atrás. Confesso que gostava de me voltar a encontrar com o Afonso noutros livros.

Se é previsível? Sim, quanto baste, mas se calhar no que menos importa. Descansem que as surpresas são muitas e estarão constantemente a repetir com os olhos arregalados “só mais um capítulo!”.
Leiam-no! É aposta segura.»

Márcia Balsas
http://planetamarcia.blogs.sapo.pt


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A Célula Adormecida, por Maria João Diogo.

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue A Biblioteca da João.

«Tenho quase a certeza que se tivesse lido este livro sem saber o seu autor, iria descobrir quem era. Isto, porque, apesar de ser um jovem escritor, Nuno Nepomuceno coloca um cunho muito pessoal nos seus livros. Primeiro, a forma como descreve os seus personagens, como os rodeia de mistério antes de nos a dar a conhecê-los. Depois toda a preparação que revela sobre os temas que aborda e locais onde se passa a ação. Nuno não escreve nada em vão, nem sem estar devidamente documentado, o que torna as suas histórias ricas e documentadas.

No entanto, e neste livro especificamente, julgo que foi precisamente este último ponto que teve um efeito menos positivo na minha leitura. Senti, em algumas partes, excesso de detalhe nas explicações. Entendo que o autor pretendeu dar ao leitor todas as informações para que este possa julgar os atos e a realidade que vivemos atualmente, mas sendo este livro um romance e não um livro de não ficção, senti alguma informação em excesso.
No dia das eleições legislativas, o vencedor é assassinado na sede do partido para estupefação de todos os presentes. Ao mesmo tempo, junto ao Marquês de Pombal, um homem faz-se explodir num autocarro, provocando a morte de várias pessoas e o caos generalizado. Junto à estátua no cimo do Parque Eduardo VII, a bandeira portuguesa é trocada pela do Daesh. Três acontecimentos que, aparentemente, não têm qualquer relação, irão revelar muito mais do que alguma vez foi esperado.

Afonso Catalão é um professor universitário com um passado que muito poucos desconhecem e que se vê envolvido nestes acontecimentos. Por um lado, Ibrahim, o homem que executou o atentado, era seu aluno na universidade. Por outro, os seus vastos conhecimentos sobre política e o Médio Oriente colocam-no no centro das atenções ao dar uma entrevista para um jornal nacional conduzida por Diana Santos Silva, que tem acima de tudo a ambição de progredir na carreira. Mas também para ela, estes acontecimentos irão mudar a sua vida. Acompanhamos ainda do trágico percurso de Sami e dos filhos, uma família de refugiados que tentam adaptar-se a uma nova realidade.

Uma narrativa bem construída, com um tema que não podia ser mais atual e com muitos personagens bem caracterizados. Este livro permite-nos sobre algo a que assistimos diariamente, mas que, talvez por isso mesmo, já se ouve sem refletir nele.

Por último, gostaria de mencionar o prazer que é ler um livro onde parte da ação se passa numa cidade que conheço. É delicioso ler e visualizar a ação a decorrer em locais que nos são tão familiares.

Nuno Nepomuceno volta mais uma vez a surpreender-me e a colocar a literatura nacional ao mesmo nível de tantos autores estrangeiros e mundialmente aclamados.»


Maria João Diogo
http://abibliotecadajoao.blogspot.pt


PS — Contrariamente ao que anunciei a semana passada, o canal Q refez o alinhamento do programa É a vida, Alvim, e a entrevista que concedi a Fernando Alvim foi transmitida no passado sábado, dia 12, às 00:30. Aproveito a oportunidade para informar que será repetida terça-feira, dia 15, às 10:05, 16:50 e 20:20. Tentem ver. Não correu nada mal. Happy


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A Célula Adormecida, por Vera Brandão.

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue Menina dos Policiais.

«A Célula Adormecida é uma obra muito diferente da trilogia Freelancer. Atrevo-me a dizer que esta obra supera a série. Pelo menos, tocou-me muito em diversos aspetos. Em primeira análise, a dissecação do Islamismo, que me é conhecido por ter alguma família que segue a religião muçulmana e compreender mais de perto a importância do Ramadão. O Nuno fá-lo com um trato nada maçador, pelo que esta componente de caráter mais informativo interliga-se na ação com harmonia e o leitor aprende alguns conceitos sem que haja interferência de juízos. Falo da religião, mas outros aspetos são abordados, sempre de forma objetiva, como o drama dos refugiados, ou o panorama político na Síria, que tem desencadeado alguns confrontos e, por último, o tema predominante, o terrorismo de índole religiosa muitas vezes associado a um choque de culturas, dando azo a xenofobia.

É, portanto, um livro com uma temática muito atual se tivermos em conta alguns acontecimentos relativos aos recentes atentados na Europa reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico. É precisamente com um ato terrorista num autocarro no Marquês de Pombal que a trama se inicia. Não obstante este acontecimento trágico, há uma outra ação que marca o início da história: a morte de um político (o qual, curiosamente, denominei como meu primo por termos em comum o apelido). Estas duas subnarrativas ligadas a um terceiro acontecimento passado na Turquia contribuem para que a trama se desenrole de uma forma assaz interessante. Os capítulos, curtos, são propícios a uma leitura rápida e surpreendente. Estava sempre expectante com as subnarrativas, não obstante afirmar que a mais impressionante, a meu ver, foi a história de Sami e da sua família.

Comparando a trilogia com a
A Célula Adormecida, constatei que a caracterização do protagonista é diferente. Apesar da ação não se focar unicamente numa personagem, creio que Afonso Catalão apresenta, numa fase inicial, um caráter algo ambíguo, pelo que a relação que criei com este foi muito diferente do que a existente com o espião André Marques-Smith, o protagonista da trilogia Freelancer, que desencadeia uma empatia mais imediata.

Quanto às demais personagens, são extremamente verosímeis e agrada-me que estejam munidas de características comuns e reais. Mais uma vez menciono que as personagens que mais me impressionaram foram os muçulmanos que vivem em Portugal (estou a ser, talvez, algo repetitiva, mas fiquei devastada com o rumo dos acontecimentos referentes a esta família).

Outro pormenor que gostei muito, sendo eu alfacinha de gema, foi deambular juntamente com as personagens pelos inúmeros locais de Lisboa. Consegui visualizar os arruamentos e percorrê-los com as personagens da obra, conferindo uma sensação de familiaridade.

Pelas temáticas apresentadas, pelo ritmo da ação e grandes emoções inerentes ao núcleo muçulmano residente em Portugal e até pela personagem Diana Santos Silva (cujas dinâmicas foram, para mim, as mais interessantes) e um cheirinho a Lisboa, confesso que este foi um dos melhores livros deste ano. Fiquei absolutamente rendida! E Nuno, venham daí mais!»

Vera Brandão
verosvky-meninadospoliciais.blogspot.pt


PS — A propósito da minha entrevista no canal Q ao programa
É a vida, Alvim, aproveito para informar que passará dia 16 de novembro, às 00:05, com várias repetições ao longo do dia 17. Tentem ver!
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A Célula Adormecida, por Maria Manuel Magalhães.

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue Marcador de Livros.


«Logo após o término da trilogia
Freelancer, que esperava com muita ansiedade e expectativa o novo livro de Nuno Nepomuceno.

Depois do enorme sucesso da trilogia, será que Nuno conseguiria ver-se livre de André Marques Smith e da espionagem? Como seria o novo livro? Eram questões que me colocava frequentemente.

Quando vi que o autor ia mudar um pouco de registo (deixou a espionagem, ou nem tanto assim), fiquei ainda mais curiosa para saber se tinha feito bem.

A Célula Adormecida (que capa!) começa com o ataque a um autocarro em Lisboa, que é logo reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico. E quase ao mesmo tempo, o vencedor das eleições para o cargo de primeiro-ministro suicida-se. Mas será tudo assim tão linear? Será que foi mesmo o autoproclamado Estado Islâmico que esteve envolvido na explosão que mataria várias pessoas? E relativamente à morte do futuro primeiro-ministro? Tudo aponta para um suicídio, mas a sua mulher diz que Henrique Brandão Melo não se suicidaria...

Estas são duas das questões que vão estar no centro do
thriller, tornando a sua leitura extremamente viciante.

Com uma verdadeira visita guiada pela Turquia, assim como pela cultura árabe, este novo livro de Nuno Nepomuceno é ainda melhor do que qualquer um dos anteriores.

O seu protagonista, Afonso Catalão, um conhecido especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é uma personagem atrativa e com uma cultura acima da média, que ajuda o leitor a compreender melhor a religião árabe.

Atual,
A Célula Adormecida aborda terrorismo e o medo da cultura árabe em geral presente no Ocidente, os refugiados (lembrando as péssimas condições suportam para puderem chegar a um porto seguro e a um país que os acolha bem), mas também o quão fascinante é essa mesma cultura que, por ser tão diferente da nossa, a torna tão rica e misteriosa aos nossos olhos.

Recomendo sem reservas.»

Maria Manuel Magalhães
Marcador de Livros


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PS - A imagem foi retirada do Marcador de Livros. As romãs não estão apenas a enfeitar. Quem já leu, sabe o porquê desta observação. Desafio os restantes a perceberem porquê. Winking

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