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Archives for Oct 2016 | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

A Célula Adormecida, por Filipe Heath.

Filipe Heath é um jovem booktuber português residente no Algarve. Eu e o Filipe temos uma história curiosa, já que fui professor na escola que ele atualmente frequenta. Não estive no ensino muito tempo (apenas um ano e alguns meses) e na altura em que eu fiz o meu estágio profissional, o Filipe devia ainda ser uma criança. Hoje é um jovem adulto e um grande leitor. Não me vou alongar muito sobre o conteúdo do vídeo, pois prefiro que o vejam e testemunhem a emotividade com que se expressa sobre A Célula Adormecida. Enquanto autor do livro, chega a ser comovente perceber como as palavras que escrevi o tocaram de forma tão significativa. Obrigado, Filipe.


por Filipe Heath
The Ya Reader
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2ª edição a caminho.

É com particular alegria que dou esta notícia. Trata-se da primeira vez que tal me acontece. O Espião Português teve direito a uma reedição quando assinei contrato com a TopBooks, mas, agora, um velho sonho vai mesmo concretizar-se. A 2ª edição de A Célula Adormecida entra na gráfica esta segunda-feira, dia 30 de outubro, meros 4 dias depois da chegada às lojas do livro. A tiragem inicial de 2000 exemplares revelou-se curta face ao volume de encomendas recebidas pela distribuidora e a editora teve mesmo de avançar com um reforço. Atualmente, a 1ª edição está apenas disponível nas livrarias Bertrand, Fnac, Wook e alguns retalhistas independentes. Por exemplo, a rede Sonae (lojas Note! e Continente) irão disponibilizar a 2ª edição diretamente assim que ela saia da gráfica, já que se atrasaram na encomenda. A diferença entre as duas edições é apenas uma — a capa. Enquanto que a original tem o título em relevo, a 2ª já não o tem. Um selo alusivo a esta nova tiragem foi ainda acrescentado. Portanto, para quem valoriza estas coisas, aconselho alguma celeridade. A 1ª edição promete esgotar muito rapidamente.

Termino com a capa, pois claro, e as primeiras imagens de vigilância recolhidas em algumas lojas. Prometo ainda uma nova entrada para o meio da semana com uma opinião muito emotiva. Vale a pena ter leitores assim.

A Célula Adormecida 2ª edição

Torres V Bertrand Chiado Fnac Aeroporto Chegdas

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O melhor de mim.

Não me compete a mim dizê-lo se de facto o é ou não, mas apenas assegurar que coloquei todo o meu empenho para que assim o venha a ser. Tento melhorar de livro para livro, identificar o que não fiz tão bem anteriormente e assim, com base na experiência adquirida, regressar com mais qualidade.

A Célula Adormecida é, a meu ver, um livro muito diferente de qualquer um dos que integram a trilogia Freelancer. Notar-se-á mais à frente, depois de lidas as primeiras páginas, na altura em que se entra na história em si, ou seja, nos 30 dias do mês islâmico do Ramadão. Trata-se essencialmente de um thriller psicológico, embora também possa ser considerado um thriller político, um thriller religioso ou até mesmo um thriller de ação. E há ainda a componente de espionagem, que, contraposta a um tema tão atual, aparece polida e mais clássica.

O grande chamariz é, à primeira vista, o panorama criado. Infelizmente, todos temos assistido aos recentes atentados reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico através dos relatos que nos chegam sob a forma das palavras dos jornalistas. E perante tal cenário, quem não se perguntou já: «E se acontecer em Portugal»?

Digo-vos que sim, que acontece, mas que a minha visão sobre esta premissa difere um pouco do que poderão ser as aparências iniciais.
A Célula Adormecida tenta ir mais além, abordar questões mais abrangentes, chegar a um público mais alargado e fazê-lo repensar alguns dados adquiridos. Não me vou pronunciar sobre o enredo. Estou orgulhoso dele, das ligações que estabelece com alguns acontecimentos verídicos (e não, não me estou a referir aos atentados na Europa), e da forma como as personagens foram construídas. Há um protagonista claro. Mas este surge rodeado de personagens igualmente fortes e densas. Há uma intriga principal. Mas esta contém ramificações que vos desafio a desvendar. E há uma criança especial.

É algo ingrato escrever algo sobre um livro nosso. Não somos propriamente imparciais. Tive de lutar imenso para chegar até hoje, dia 26 de outubro, aquele que marca a chegada às livrarias. Os meus vícios, a preguiça, o tema difícil e controverso, a pesquisa e, claro, o tempo, ai o tempo, todos eles me fizeram uma grande oposição. Neste momento,
A Célula Adormecida tanto pode ter uma entrada retumbante nas lojas, como ser um autêntico flop. Com uma trilogia pelas costas e todo o «drama grego» que a envolveu, adquiri experiência suficiente para ter essa perceção. É impossível saber como o público irá reagir. As expectativas, à semelhança do passado, são as melhores. O futuro, esse, encontra-se noutras mãos. São as daqueles que lhes irão tocar nas folhas.


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Fotografia 1 — Durante o inverno, aquando da pesquisa para A Célula Adormecida.
Fotografia 2 — O dia das primeiras palavras.

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1ª opinião.


Apesar de A Célula Adormecida só chegar às livrarias a meio desta semana (poderá existir um atraso de dois dias, sensivelmente, devido à transferência entre os armazéns e a exposição na loja), eu e a editora selecionámos alguns bloggers literários aos quais o livro já foi efetivamente entregue. Uma dessas pessoas, Patrícia Rodrigues, já terminou a leitura. Deixo aqui a sua opinião retirada do blogue O Prazer das Coisas. Acrescento ainda o vídeo do respetivo canal do YouTube. Esperem nova entrada na próxima quarta-feira, desta feita da minha autoria, em que irei tecer algumas considerações sobre o livro e a perceção que tenho do mesmo. Até lá.


«Apesar de ainda não ter lido a trilogia
Freelancer, a escrita do Nuno Nepomuceno não me era de todo desconhecida, pois já li os dois contos do autor, «A Cidade», que consta da coletânea Desassossego da Liberdade, e «Redenção», disponível online no site do Nuno, e tinha gostado bastante de ambos.

Antes de mais, tenho que referir esta capa fabulosa, com um ar misterioso e um pouco assustador (ou não tivesse eu fobia a tudo o que é pássaro/ ave), que nos remete logo para um
thriller intenso. E, no interior, encontramos também na divisão entre as várias partes da narrativa, pequenas ilustrações.

A Célula Adormecida inicia-se com dois acontecimentos na mesma noite que vão marcar toda a história — um ataque a um autocarro no centro de Lisboa e que foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico; e o futuro Primeiro-Ministro é encontrado morto. Este ataque terá sido um ato isolado ou a preparação para algo maior? A morte do futuro Primeiro-Ministro terá sido suicídio ou assassinato? Estarão os dois acontecimentos relacionados? Estas são apenas algumas das questões que são abordadas ao longo da narrativa.

O nosso protagonista é Afonso Catalão, um professor universitário, que é especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, que acaba por se ver envolvido na investigação e que tem alguns segredos escondidos. Mas a história não se centra apenas no professor Afonso Catalão, pois temos outros pontos de ação, como uma jornalista e uma família de refugiados em Portugal.

A escrita do Nuno é bastante acessível, com uma história muito interessante e sempre com um excelente ritmo, que, aliado  a capítulos pequenos, nos fazem ir avançando muito rapidamente. E foi mesmo um livro de leitura compulsiva, pois li-o em menos de 3 dias.

Com temas muito atuais como o terrorismo, o drama dos refugiados, a xenofobia, mas também o esforço que as famílias de refugiados fazem para se adaptarem à sociedade ocidental, e ainda da "sede" de vingança.

Nota-se que o autor fez um excelente trabalho de investigação, mas não nos "bombardeia" com demasiada informação. O Nuno transmite-nos as informações de forma a contextualizar a narrativa e todos os acontecimentos, mas sem nos sentimos assoberbados.

Há muito mais para descobrirem neste livro, mas posso-vos dizer que, além de ser de leitura compulsiva, adorei. Uma história súper interessante e atual.

Um livro que recomendo a todos!»

Patrícia Rodrigues
http://o-prazer-das-coisas.blogspot.pt/



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Excertos

Esta semana, partilhei nas minhas redes sociais um vídeo e fotografias da gráfica onde A Célula Adormecida foi impresso. Aparentemente, as pessoas gostaram de os ver. O processo de produção de um livro é algo vedado ao público em geral, pelo que o interesse é mais do que natural. Por isso, deixo aqui 4 excertos de A Célula Adormecida, mais uma etapa do mesmo. São os que propus à editora, dos quais a TopBooks selecionou o B para integrar a badana da 1ª edição, pois considerou-o o mais forte. Os outros 3 não foram cortados do livro. Vão encontrá-los lá quando o lerem. Somente não foram escolhidos.

De recordar que
A Célula Adormecida chega às livrarias a 26 de outubro (é natural algum atraso, de 1 ou dois dias, pois a transferência do armazém para as estantes das lojas não é, naturalmente, imediata). Quem for utilizador da rede GoodReads também já pode acrescentar o livro e classificá-lo (sejam meiguinhos). Até breve!

Good Reads — A Célula Adormecida


Excertos de A Célula Adormecida


A

O marido correu para ela e segurou-lhe o rosto manchado de sangue com as mãos trémulas. Não respirava. A filha seguiu-o com esforço, irrompendo através dos outros migrantes, e agarrou-se ao corpo morto de Aisha. O sonho conhecera um triste destino.

Poucos metros atrás, Ahmad, que também assistira a tudo, crispou os dentes e esforçou-se por conter as lágrimas. O rapaz já não fitava o cadáver da mãe. Os olhos grandes e azuis que herdara dela estavam agora bem abertos, brilhantes, fixos na guarda costeira que tentava impedi-los de chegar a terra. E não era mágoa ou desespero aquilo que mostravam.

Era puro ódio.

B

O autocarro interrompe momentaneamente o percurso e arranca de novo, ao mesmo tempo que uma mulher sobe as escadas e entra. O homem fita com horror o menino que ela traz pela mão. Caminha com dificuldade, aos tropeções, divertido, as mãos no ar como que a testar o próprio equilíbrio. Inocente, a criança sorri-lhe.

Uma mão é levada ao peito para aconchegar os explosivos que carrega presos ao próprio corpo. Ibrahim, homónimo do profeta Abraão, levanta-se e começa a abrir o casaco. Novamente a chorar, invoca que Deus é grande e grita com fervor:

Allahu akbar!

C

Lá em baixo, na rotunda que circunda o monumento erigido em honra do Marquês de Pombal, um autocarro de passageiros está imobilizado. Atrás dele, alguns carros amontoam-se, outros desviam-se, muitos buzinam. Já ali se encontra há largos minutos, obstruindo uma das faixas, indiferente ao ligeiro congestionamento que provoca numa das principais praças da capital. Tem a porta da frente aberta.

Mais estranho ainda, não está avariado.

Pior do que isso, ninguém entra, ninguém sai.


D

Na televisão, muito atrapalhado, o pivô interrompe o debate. Sem norte, olha para uma pilha de papéis que aparece magicamente à sua frente e abre e fecha a boca, sem conseguir prosseguir, perplexo. Um gráfico com fundo vermelho e letras amarelas preenche de imediato meio ecrã. A mensagem que aparece escrita é tão medonha que tem a capacidade de petrificar qualquer um de nós.

De semblante fechado, quase enigmático, Afonso refreia um súbito mau presságio que ameaça tomar conta dele.

«Alerta terror. Bombista suicida barricado dentro de um autocarro no Marquês de Pombal.»




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Trailer oficial de "A Célula Adormecida".

Aqui fica o vídeo oficial de promoção à Célula Adormecida. Os outros que têm sido divulgados, quer através das redes sociais, quer como pop up através deste site, são apenas teasers. Recordo ainda que o livro já está disponível para reserva nas 3 principais livrarias do país. As primeiras indicações são animadoras, o que leva a crer na possibilidade de a 1ª edição ser inteiramente colocada nas lojas. Portanto, não se atrasem e reservem já antes que esgote. Até (muito) breve. Eu sei que sou chato. Winking

Wook
Fnac
Bertrand



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Uma tarde na Mesquita Central de Lisboa.

Tal como dei a saber nas minhas redes sociais, fui no passado sábado, dia 8, convidado a estar presente na Mesquita Central de Lisboa. O Sheikh David Munir, o atual imã, recebeu um pouco mais de 100 pessoas e teve a amabilidade de me chamar para falar um pouco com eles sobre A Célula Adormecida. Apesar de ser católico, confesso que já estive mais vezes na Mesquita Central de Lisboa este ano do que numa igreja, o que demonstra bem o empenho que dediquei a este projeto. O livro contém alguns capítulos no interior, quer dentro da sala de culto, como no pátio e restantes alas, pelo que tive necessariamente de me familiarizar com o espaço, além de ter tido várias conversas com o Sheikh Munir, nas quais procurei esclarecer algumas dúvidas sobre o Islão.

Se a memória não me falha, este sábado foi a sétima vez que lá estive, mas o convite que recebi valeu bem a pena. O
Sheikh Munir começou por reunir os visitantes numa sala, onde, alternando com algumas piadas, foi explicando melhor o que é ser muçulmano. Entretanto, o adhan, o chamamento da oração, começou a tocar e foi altura de os homens se descalçarem e das mulheres cobrirem a cabeça, pois passámos todos para o interior da sala de culto. Finda a oração, sentámo-nos e a conversa continuou a bom ritmo, com oportunidade para uma sessão de perguntas e respostas. A tarde/ noite terminou com uma visita aos restantes pisos do edifício e um jantar em conjunto. A ementa era, pois claro, exclusivamente halal.

Pode parecer um pouco estranho que o autor de um livro de título
A Célula Adormecida, que começa com um atentado reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico, tenha recebido tal convite. Contudo, as aparências iludem e, embora este não seja o móbil da presente entrada, gostaria apenas esclarecer que, na minha opinião (obviamente condicionada), o livro vai muito além de um mero thriller psicológico com algumas cenas de ação vistosas. Procurei não só esclarecer quem o venha a ler acerca de alguns pormenores sobre o Islão, como também abordar temas que considero serem importantes nos dias que correm. E estou-me a referir aos êxodos migratórios, à instabilidade no Médio Oriente e ao crescimento da ideologia de extrema-direita, por exemplo. Mais pormenores sobre isso ficarão para uma outra entrada, que conto escrever em breve. A próxima será a apresentação do trailer oficial do livro, pois os pequenos vídeos que têm saído não passam de meros teasers. Termino com as ligações para os mesmos e duas fotografias da tarde de sábado. Até (muito) breve.

Eu a apresentar A Célula Adormecida; Primeiro teaser.


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PS — Desculpem os óculos escuros. Este ano foi particularmente difícil para os os meus olhos. Não se trata de falta de vista, mas têm andado muito encarniçados, fruto das imensas horas que passei em frente ao computador ou a ler. Ah, e o livro na segunda fotografia não é a edição que irá estar disponível nas livrarias. Sim, a edição mono/ manual de avanço. A TopBooks fez 10 para oferecer aos diretores comerciais das principais lojas e ofereceu-me um. Happy Assim que tiver o meu novo menino nas mãos, mostro. Esperem uma edição muito cuidada. Não só a capa trará os habituais relevos em verniz, como o interior foi adaptado ao livro em si. Winking

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