Siga-me no Facebook Siga-me no Instagram Siga-me no Twitter Siga-me no YouTube
Archives for Sep 2016 | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

A Célula Adormecida.

Novo livro sai na última semana de outubro! Deixo-vos com a contracapa/ sinopse. Mais pormenores em breve. Estejam atentos. Winking

Capa Celula Adormecida_final


«Assim queira Deus, o Califado foi estabelecido e iremos invadir-vos como vocês nos invadiram. Iremos capturar as vossas mulheres como vocês capturaram as nossas mulheres. Vamos deixar os vossos filhos órfãos como vocês deixaram órfãos os nossos filhos.»

Daesh, o autoproclamado Estado |slâmico, 2014.



Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante.

O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo quando Afonso Catalão, um reputado especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado.

De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena.

A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição.


Com uma escrita elegante e o seu já tão característico estilo intimista e sofisticado, inspirado em acontecimentos verídicos, Nuno Nepomuceno dá-nos a conhecer A Célula Adormecida. Passado durante os 30 dias do Ramadão, este é um romance contemporâneo, onde ficção e realidade se confundem num estranho mundo novo e aterrador que a todos nós nos perturba. Um thriller psicológico de leitura compulsiva, inquietante, negro e inquestionavelmente atual.


Livro disponível em qualquer livraria a partir do dia 26 de outubro.

Comments

Memórias.

Três livros publicados e quem os leu já deve ter notado que, por vezes, não utilizo formas narrativas convencionais. Aliás, julgo até ser uma das minhas melhores características, quase uma imagem de marca. O que quero dizer com isto é que a trilogia não tem uma espinha dorsal linear. Há avanços e retrocessos (não muito frequentes, pois acho que tal seria um exagero), ou prolepses e analepses, se desejarmos utilizar uma linguagem mais técnica, mas que, de uma certa forma, acabam por fazer avançar a história. Os dois excertos que transcrevo abaixo são um exemplo disso mesmo. Descrevem o mesmo momento do enredo global. Contudo, há um livro inteiro de permeio (e sim, A Espia do Oriente inicia-se quatro meses depois do fim do Espião Português).

«Sem maquilhagem e de cabelo discretamente apanhado atrás, deambulou pelo quarteirão. Deixara
China Girl no quarto e aquela era a primeira vez desde há muito tempo que se permitia fugir à mulher que ela própria decidira personificar.
Acabou por ir ter a Stephansdom. Sabia que era lá que ele se deveria encontrar.
O sempre frenético Marriott de Viena recebeu-a, calmo. Era muito tarde, noite avançada. Atravessou a cosmopolita galeria de bares, lojas, restaurantes e repuxos que dominavam o átrio e foi até à piscina interior.
Com os acordes intimistas e eclécticos do piano de George Michael a ouvirem-se ao fundo, observou-o em silêncio. André Marques-Smith estava sentado em calções, com a camisa suja de sangue entreaberta, uma caixa de gelado na mão, a luz reflectida no rosto
e as pernas meio mergulhadas na água, a mesma que a transportou de imediato a uma infância que, apesar dos esforços, e à luz dos acontecimentos daquela noite, soube nunca ir esquecer.

O português apresentava uma tristeza ainda mais profunda do que a dela. Parecia uma sombra do jovem brilhante que meses antes em Estrasburgo a havia cativado com um mero olhar.
E uma rapariga chegou.»

A Espia do Oriente, por Nuno Nepomuceno.



«A luz da piscina reflecte-se-lhe no rosto. Mexe ligeiramente as pernas e a água agita-se por instantes. Um pequeno restolhar acompanha o piano que toca baixinho ao fundo. Num registo intimista, George Michael canta «Kissing a Fool». Fecha os olhos e leva uma colher de gelado à boca, enquanto tenta saborear a paz daquele instante. A desejar poder absorvê-la e guardá-la só para si.

Perdeu a noção do tempo. Não sabe há quanto está ali. Sabe apenas que é de madrugada. Está às escuras, sozinho, no hotel, com os pés mergulhados na piscina quase até aos joelhos e a camisa branca ensanguentada por cima dos calções. Os seus preferidos. Os calções e o gelado de baunilha. A sua própria prenda de anos. Um pequeno conforto. O seu dia de aniversário...
[…]
O som de passos fá-lo olhar para trás. Marie senta-se ao seu lado, as pernas dobradas em cruz sobre a beira da piscina aquecida. Olha-o muito séria.»

O Espião Português, por Nuno Nepomuceno.


PS - Um pequeno aviso à navegação. Winking Estejam atentos ao
site oficial e às minhas redes sociais durante os próximos dias, pois há uma grande novidade reservada para breve (Oh yeah!).

Comments

O ladrão.

Excerto retirado de O Espião Português (e um dos meus preferidos).

« Cimeira de Estocolmo - Baile de encerramento
Palácio Real Sueco

A palavra ladrão começa a surgir nas mais variadas línguas, enquanto as mulheres presentes iniciam uma revista frenética às malas de mão e restantes pertences. Expectantes, Anssi e Monique vão-se deixando engolir pelo círculo imenso de curiosos. Ficam cada vez mais para trás, como é de resto desejável. Estão todos concentrados na mulher, guardas incluídos. Atento, Anssi olha na direção da saída para a ala sul. Completamente abandonada. Disfarçadamente, manda
Freelancer avançar. Pelo canto do olho, Monique vê Marie entrar no salão. Blue Swan avança rapidamente para o par. Ice Lady afasta-se ligeiramente do namorado e, por entre as pregas do vestido, retira e passa discretamente o colar à colega. Blue Swan recolhe-o, esconde-o com a mala de mão e continua a andar. Dirige-se à mesa das carnes frias, tira um rolinho de carne e come-o delicadamente, enquanto se junta ao grupo em torno da francesa. Faz uma pergunta a um homem que está por ali e deixa escapar um comentário maldoso sobre a segurança. «Ainda há pouco vi um guarda a dormir», opina, ultrajada. Ao fundo, protegido pela confusão, André Marques-Smith desaparece, incógnito.»

Uma amostra gratuita das primeiras páginas do livro pode ser descarregada ou lida no seguinte pdf.

PS - Um breve agradecimento a todas as pessoas que visitaram o novo site após o anúncio da remodelação. Não mereço tanto apoio.

Comments