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Bertrand | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

É hoje! A Célula Adormecida, por Sofia Teixeira.

Esta entrada está a ser escrita hoje, dia 30 de novembro, uma quarta-feira, algures pelo meio da manhã. O lançamento nacional de A Célula Adormecida decorrerá, portanto, logo à tarde. Recordo que o evento será apresentado pelo Sheikh David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, e Luís Pinto, autor de Ler y Criticar, o melhor blogue português de literatura dos dois últimos anos. Será uma cerimónia simples, descontraída (nem sequer vou levar gravata desta vez) e que espero vir a ser bem preenchida de leitores e restantes amigos. Começa às 18h30 na Fnac do CC Colombo e a sessão de autógrafos que se seguirá é aberta a todos os meus livros. Decidi que este ano não faria tantas aparições públicas como no passado, pelo que esta é oportunidade perfeita para todos nos revermos. Happy

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A propósito disso mesmo, deixo aqui um pequeno lembrete sobre onde me poderão encontrar a seguir. São 4 datas, sendo que as 2 primeiras acontecerão já nos próximos dias. As restantes podem ser consultadas na coluna lateral do blogue ou na página da minha
agenda.

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Estive também ontem em direto na SIC Notícias, onde Paulo Nogueira me entrevistou na Edição da Manhã. O
feedback tem sido extremamente positivo. Foi um momento especial, sem dúvida, que conto partilhar em breve. Já tenho o vídeo disponível. Falta-me apenas legendá-lo. Como sabem, tenho um grande carinho pela comunidade surda portuguesa, pois alguns dos seus membros são meus leitores.

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Termino ainda esta entrada com a última crítica que saiu à
Célula Adormecida. Retirei-a do BranMorrighan, o extraordinário cantinho de Sofia Teixeira, a quem só posso agradecer pelas excecionais palavras que me dedicou. Ora leiam:

«Mas. Que. Livro! Eu sei que não devia estar tão espantada, afinal conheço o Nuno e tenho real noção do seu talento, mas tenho que admitir que superou qualquer expectativa que eu pudesse ter. Não menosprezando a Trilogia Freelancer, A Célula Adormecida está noutro patamar. Se por um lado o volume do livro pode assustar, afinal são quase 600 páginas, por outro lado, não lhe adicionava nem tirava uma página que fosse. Quando encontrei o último ponto final, senti que estava perante um livro assombroso, um dos melhores livros da atualidade, sem sombra de dúvidas. Não me custa sequer imaginar que, mais cedo ou mais tarde, se tornará numa autêntica referência no que diz respeito a policiais/thrillers/romances (gerais) relacionados com terrorismo, mais propriamente com o autoproclamado Estado Islâmico. A quantidade de informação, nunca sendo demasiada, está perfeitamente equilibrada. Cada ingrediente é dado no momento certo e, terminada a leitura, sinto-me uma pessoa muito mais culta, muito mais conhecedora de um tema tão atual e que é alvo de tanta desinformação.

Como vocês sabem, principalmente por ter apresentado os últimos dois livros dele, o Nuno Nepomuceno, mais do que um autor, tornou-se um amigo. E ler o livro de um amigo é sempre um momento de responsabilidade, a sinceridade torna-se ainda mais vital, daí a necessidade de nos afastarmos desse papel e pegarmos na obra como se de um desconhecido se tratasse. E a verdade é que parecia que estava mesmo a ler um livro de um autor que nunca tinha lido. Houve uma espécie de emancipação na maturidade da escrita, muito sóbria, muito sólida, muito dura. A sensibilidade que era tão característica na Trilogia
Freelancer transformou-se em algo maior, num pesar bem articulado e factual. Também o formato da narrativa mudou um pouco, com capítulos mais rápidos, vários protagonistas em paralelo que são determinantes para o rumo final da história e mais não digo, para não estragar ou fazer prever algo sobre a leitura.

Não quero falar sobre a história em si. A sinopse diz quanto baste e acho que o essencial a retirar desta leitura é que a minha admiração pela postura deste livro não tem fim. É completamente despretensioso, ao mesmo tempo que é uma lufada de ar fresco necessária. São poucos os livros deste género que se dão ao trabalho de educar o leitor, de fazer questão de elucidar, com pormenor quanto baste, as idiossincrasias que rodeiam o enredo. Muito se fala sobre muçulmanos, radicais, as guerras do Médio Oriente, os potenciais interesses económicos das principais potências mundiais, mas pouco se mergulha no que realmente significa ser muçulmano, na crença em Maomé e pelo que é regido o Alcorão. Este livro é precioso em vários sentidos, mas este é um dos principais, principalmente pelas consequências que vamos testemunhando no que toca ao preconceito, à total ignorância consciente, pois é mais fácil colocar as culpas no que se desconhece do que tentar-se conhecer e compreender a diferença. 

Tenho tido mesmo muito pouco tempo para ler, mas a minha relação com o livro tornou-se algo dependente. Dei por mim sem me aperceber das horas a passarem, a parar só para comer, e mesmo tendo tanta coisa da faculdade por completar, não resisti em fazer uma pequena maratona para não acabar o fim de semana sem o ler. Gostei muito da desenvoltura da história, da mistura de uns quantos géneros, perfeitamente alinhados, de forma a proporcionar ao leitor uma leitura ritmada, apaixonada, expectante e surpreendente. São várias as questões que levantamos sobre a trama ao longo da mesma, são vários os momentos em que sorrimos, outros em que o coração se aperta e outros em que tudo se torna tão negro que houve momentos em que ceguei, de sentir uma revolta tão pura por saber que aquilo acontece na vida real. Lisboa foi o palco escolhido para a ficção, mas podia não ser ficção, em muitas cidades é exatamente aquilo que tem acontecido. E a conclusão é que a incompreensão leva ao ódio e o ódio ao imprevisível. Uma pessoa é capaz de se transformar por completo e ser autor de ações que nunca antes teria sido capaz sequer de se imaginar pensá-las. Gostei. Muito. Na verdade, acho que,
A Célula Adormecida, é um grande candidato a livro do ano.»


Sofia Teixeira
BranMorrighan.com


Até breve,
Nuno. Winking

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Uma semana alucinante. A Célula Adormecida no mundo do Tiago.

Os próximos dias prometem uma agenda bem carregada. Mais de um mês depois de ter sido colocado à venda, A Célula Adormecida irá finalmente ter direito a um lançamento nacional. O desfasamento prende-se essencialmente com alguma incompatibilidade de horários entre mim e a loja onde vai decorrer, o que fez com que acabasse por «cair» para o fim de novembro. Na realidade, até pode ser bom, pois há vários leitores que já leram o livro e assim, posso autografá-lo na altura, não necessitando de esperar por outra ocasião. Portanto, na próxima quarta-feira, conto com todos vós. Recordo que a sessão de autógrafos que se seguirá ao lançamento é aberta a todos os meus livros e o que evento irá ter a apresentação do Sheikh David Munir, o atual imã da Mesquita Central de Lisboa, e de Luís Pinto, autor do Ler y Criticar. O convite é apenas um lembrete, pois a entrada é livre. São todos bem-vindos!

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Um dia antes, terça-feira, dia 29, irei estar em direto na SIC Notícias. A entrevista será incluída na Edição da Manhã, deverá ir para o ar por volta das 09h30 e será conduzida, em princípio, pelo jornalista Paulo Nogueira. Já sei que estarei algo nervoso, pelo que vos peço para me desejarem sorte. Happy

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Findo o lançamento nacional, seguir-se-ão duas sessões de autógrafos:

  • dia 2 de dezembro, sexta-feira, na livraria Bertrand do Arena Shopping em Torres Vedras, às 21h00;
  • dia 4 de dezembro, domingo, na livraria Bertrand do CC La Vie (antigo Vivaci), às 16h30;
A Célula Adormecida estará com 20% de desconto. Portanto, aproveitem!

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Termino esta entrada com mais uma opinião à
Célula Adormecida. Tiago Serra Cunha, autor do canal no YouTube Tiago's World, está com um ar algo sério na miniatura, mas, por favor, vejam o vídeo. O livro tem recebido muito boas críticas e esta é uma verdadeiramente excecional.



Tiago Serra Cunha
Tiago's World

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