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Efeito dos Livros | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

Um grande lançamento. A Célula Adormecida, por ElsaR.

A semana passada foi profícua em acontecimentos. Depois da entrevista na SIC Notícias, foi a vez do lançamento nacional de A Célula Adormecida. Estava nervoso, como sempre, apesar de achar que correu muito bem. Aliás, não esperava uma afluência tão grande. Gostaria, por isso, de deixar aqui o meu agradecimento pelo carinho e interesse de todos vós. Titinha S. Caeiro, uma das colaboradoras do blogue Crónicas de Uma Leitora, gravou em vídeo parte do evento. Deixo-vos abaixo esse mesmo filme. Do meu lado esquerdo poderão ver Luís Pinto, autor do Ler y Criticar. Do meu lado direito encontra-se o Sheikh David Munir e depois Fernando Gabriel Silva, o meu editor.



Entretanto, as opiniões ao livro não param de sair.
A Célula Adormecida continua a ter um feedback muito positivo, que se tem refletido nos tops. O livro mantém-se há duas semanas como líder dos thrillers na Wook, e agora também num duplo 3º lugar na Bertrand e Fnac. A altura do ano, apesar de apelativa, é complicada, pois há imensas novidades. Ver o meu mais novo a desenvencilhar-se com à-vontade é um orgulho. Termino esta entrada com a promessa de regressar em breve e com a crítica de ElsaR do blogue Efeito dos Livros. Não se esqueçam que no próximo sábado, dia 10, regressarei à livraria Bertrand de Torres Vedras para mais uma sessão de autógrafos. Vemo-nos por lá?

«Nestes últimos meses, quantas vezes ficaste pregado à televisão a seguir atentamente as notícias sobre um novo ataque terrorista? Quantas vezes sentiste o pânico por ver os ataques acontecer em cidades que te são familiares, em sítios cada vez mais perto de casa? Quanto tempo achas que vai demorar até Lisboa aparecer no final da frase «atentado terrorista em...»?

Foi com esse pensamento que mergulhei de cabeça no tijolo literário que Nuno Nepomuceno nos traz com este
A Célula Adormecida. Pela sinopse, sabia que o palco seria a cidade que me recebe todos os dias pela manhã para mais um dia de trabalho. O que não estava à espera era de conseguir visualizar ruas, movimentos, sombras e todos os detalhes de uma história que sobe ao palco em Lisboa e começa com um ataque terrorista em pleno Marquês de Pombal. Acreditem que nunca mais vou olhar para um autocarro da CARRIS com os mesmos olhos.

No mesmo dia em que um homem se faz explodir no centro de Lisboa, uma bandeira do autoproclamado Estado Islâmico é hasteada no cimo do Parque Eduardo VII e, como uma desgraça nunca vem só, nessa mesma altura aparece morto o recentemente eleito primeiro-ministro. Este dia negro para o país é o ponto de partida para o mundo de
A Célula Adormecida, um livro que me deixou mais elucidada em termos políticos, que me deu a conhecer aspetos da cultura muçulmana que me eram desconhecidos e que me fez devorar umas centenas de páginas em meia-dúzia de dias.

O professor com uma ferida aberta no seu passado, a jornalista da fachada cuidada com o interior que se desmorona, uma família sobrevivente com um pai comedido, uma filha inocente e um filho catalisador.

A visão pelos olhos destes intervenientes permite-nos um exercício que acho que não fazemos vezes suficientes, o de nos colocarmos no lugar dos outros. É fácil julgar, tomar decisões precipitadas, alimentar preconceitos com base na ignorância e no medo, mas o que é muito difícil é vermos as coisas de um outro ponto de vista que não o nosso.

A Célula Adormecida tem todos os ingredientes para continuar a gerar novas edições. Uma lição de história, atualidade, aceitação, revolta e um sem número de sentimentos que nos povoam ao longo da leitura. Não descansei enquanto não o terminei.»

ElsaR
efeitodoslivros.blogspot.pt



Cartaz para a próxima sessão de autógrafos. Apareçam. Happy

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