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Mesquita Central de Lisboa | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

Mesquita Central de Lisboa

Uma tarde na Mesquita Central de Lisboa.

Tal como dei a saber nas minhas redes sociais, fui no passado sábado, dia 8, convidado a estar presente na Mesquita Central de Lisboa. O Sheikh David Munir, o atual imã, recebeu um pouco mais de 100 pessoas e teve a amabilidade de me chamar para falar um pouco com eles sobre A Célula Adormecida. Apesar de ser católico, confesso que já estive mais vezes na Mesquita Central de Lisboa este ano do que numa igreja, o que demonstra bem o empenho que dediquei a este projeto. O livro contém alguns capítulos no interior, quer dentro da sala de culto, como no pátio e restantes alas, pelo que tive necessariamente de me familiarizar com o espaço, além de ter tido várias conversas com o Sheikh Munir, nas quais procurei esclarecer algumas dúvidas sobre o Islão.

Se a memória não me falha, este sábado foi a sétima vez que lá estive, mas o convite que recebi valeu bem a pena. O
Sheikh Munir começou por reunir os visitantes numa sala, onde, alternando com algumas piadas, foi explicando melhor o que é ser muçulmano. Entretanto, o adhan, o chamamento da oração, começou a tocar e foi altura de os homens se descalçarem e das mulheres cobrirem a cabeça, pois passámos todos para o interior da sala de culto. Finda a oração, sentámo-nos e a conversa continuou a bom ritmo, com oportunidade para uma sessão de perguntas e respostas. A tarde/ noite terminou com uma visita aos restantes pisos do edifício e um jantar em conjunto. A ementa era, pois claro, exclusivamente halal.

Pode parecer um pouco estranho que o autor de um livro de título
A Célula Adormecida, que começa com um atentado reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico, tenha recebido tal convite. Contudo, as aparências iludem e, embora este não seja o móbil da presente entrada, gostaria apenas esclarecer que, na minha opinião (obviamente condicionada), o livro vai muito além de um mero thriller psicológico com algumas cenas de ação vistosas. Procurei não só esclarecer quem o venha a ler acerca de alguns pormenores sobre o Islão, como também abordar temas que considero serem importantes nos dias que correm. E estou-me a referir aos êxodos migratórios, à instabilidade no Médio Oriente e ao crescimento da ideologia de extrema-direita, por exemplo. Mais pormenores sobre isso ficarão para uma outra entrada, que conto escrever em breve. A próxima será a apresentação do trailer oficial do livro, pois os pequenos vídeos que têm saído não passam de meros teasers. Termino com as ligações para os mesmos e duas fotografias da tarde de sábado. Até (muito) breve.

Eu a apresentar A Célula Adormecida; Primeiro teaser.


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PS — Desculpem os óculos escuros. Este ano foi particularmente difícil para os os meus olhos. Não se trata de falta de vista, mas têm andado muito encarniçados, fruto das imensas horas que passei em frente ao computador ou a ler. Ah, e o livro na segunda fotografia não é a edição que irá estar disponível nas livrarias. Sim, a edição mono/ manual de avanço. A TopBooks fez 10 para oferecer aos diretores comerciais das principais lojas e ofereceu-me um. Happy Assim que tiver o meu novo menino nas mãos, mostro. Esperem uma edição muito cuidada. Não só a capa trará os habituais relevos em verniz, como o interior foi adaptado ao livro em si. Winking

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