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O Prazer das Coisas | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

O Prazer das Coisas

A Hora Solene, por Tita Rodrigues.

Opinião a A Hora Solene, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

Desde que tinha terminado o segundo volume - A Espia do Oriente - que estava muito curiosa para saber como o Nuno Nepomuceno iria concluir a história de André. Por outro lado, tinha alguma pena de me despedir de André, Anna e até do Kimi, daí ter esperado um pouquinho para o ler. Mas, lá está, a curiosidade era muita, pois o final de A Espia do Oriente deixa-nos muito, mas muito ansiosos.

Mais uma vez, nota-se uma evolução na escrita do Nuno, muito cuidada e acessível, e um bom ritmo, quer de ação mas principalmente de suspense. O Nuno conseguiu criar uma história bem equilibrada, com mistério, suspense, ação, mas também com um toque de romance. Outro ponto forte é a descrição dos locais e dos acontecimentos, tão vívidas, mas sem serem maçudas, e que tornam toda a leitura muito visual.

Gostei muito do modo como o Nuno nos deixa na expectativa, durante um ou dois capítulos, com acontecimentos marcantes, como acontece logo no início do livro, onde ficamos logo muito ansiosos.

Em termos de personagens, e apesar de simpatizar muito com o André, a minha preferida é Anna, e devo dizer que senti um pouco falta do protagonismo que encontrei em
A Espia do Oriente. Sim, a ação vai "saltitando" entre André, Anna e até Elena, mas achei Anna algo mais "apagada" (mas lá está, talvez seja impressão minha, por ser precisamente a minha personagem preferida). Uma outra personagem que gosto e que gostaria de ter tido mais protagonismo, é Anssi, pois acredito que tenha muitos conflitos interiores.

Uma excelente trilogia de espionagem, muito bem escrita e, ainda por cima, de um autor português. Um autor que é um querido e simpatiquíssimo para todos os seus leitores, com um carinho muito especial pelos
bloggers.

Por isso, se ainda não leram a Trilogia
Freelancer do Nuno Nepomuceno, do que é que vocês estão à espera? Leiam pois acredito que não se irão arrepender, pois foram três livros que me proporcionaram horas de leituras muito prazerosas, com personagens que me irão acompanhar.


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

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A Espia do Oriente, por Tita Rodrigues.

Opinião a A Espia do Oriente, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

Este é o segundo livro da trilogia Freelancer, mas que pode ser lido de forma independente, pois, sempre que é necessário, o Nuno faz vários enquadramentos/resumos dos acontecimentos de O Espião Português. De qualquer modo, e como leitora, recomendo que leiam os livros por ordem e assim vivam mais intensamente a vida de André Marques-Smith, funcionário do MNE e espião ao serviço da Cadmo.

E ao contrário do primeiro livro, mais centrado na vida de André, em
A Espia do Oriente vamos conhecendo melhor a vida e passado de China Girl, a misteriosa espia da Dark Star, mas também Monique.

Se já tinha gostado bastante do primeiro livro, este segundo deixou-me completamente colada. Temos várias histórias no enredo que captam a nossa atenção, tornando-o ainda mais rico, sempre com uma boa dose de perigo e ritmo e sempre com aquela sensação de "em quem confiar?".

As personagens são outra mais-valia do livro. O Nuno torna-as tão humanas e reais, com os seus medos, inseguranças, sentimentos. Se já tinha gostado do André, posso-vos dizer que China Girl não lhe fica mesmo nada atrás, mas prefiro que sejam vocês a descobrir mais sobre esta mulher.

Nota-se também uma clara evolução do Nuno enquanto escritor. Não só pelo enredo mais denso e com mais pontos de interesse, mas também pela própria escrita, que está ainda melhor, com parágrafos mais longos e descrições mais envolventes e ricas. Digo-vos, o Nuno escreve mesmo muito bem!

E não pensem que neste livro só temos ação e mais ação; cenas com ritmo alucinante. Temos também algumas mais leves e pautadas com uma boa dose de humor, nomeadamente com uma personagem algo peculiar, a Diva Winking

E o final? Absolutamente fabuloso e que nos deixa completamente ansiosos por pegar no último volume. E acreditem, não vai demorar muito tempo a pegar n'
A Hora Solene, pois estou muito mas muito curiosa para conhecer o desfecho desta magnifica história.

Tal como os outros dois livros que li do Nuno (
A Célula Adormecida e O Espião Português), este foi mais uma leitura compulsiva, que me deixou sempre agarrada ao livro e sempre que terminava um capítulo pensava "só mais um".


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

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O Espião Português, por Tita Rodrigues.

Opinião ao O Espião Português, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

«Como opinar sobre O Espião Português sem revelar demasiado? Tarefa difícil, mas vou tentar...

O nosso protagonista é André Marques-Smith, que é o jovem diretor do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e também um espião da Cadmo, uma agência de espionagem semigovernamental.

Agradou-me imenso esta vida dupla de André. Por um lado, temos o dia-a-dia normal de um funcionário do MNE, com a sua família, os seus dilemas e inseguranças. Por outro, temos as missões ao serviço da Cadmo, sempre perigosas e com cenas capazes de nos deixar "o coração nas mãos".

Outro aspeto que me agradou foi, ao longo do livro, ter várias referências literárias, musicais e até de programas de TV. Estes detalhes fazem-me sentir que as personagens e as suas vidas são reais.

Além de uma história cheia de ação, temos também vários mistérios e surpresas, quer ligados às missões, como também diretamente relacionados com André, mas que não vou desvendar para não vos estragar a leitura.

Quanto a personagens, e apesar de André ser a principal, houve uma muito especial que me cativou logo no primeiro momento. O Kimi! Impossível ficar indiferente, é tão fofo!

O livro, e apesar de ser o primeiro do autor, tem uma escrita fluída, com uma história com bastante ritmo, que nos faz querer virar página atrás de página. E como primeiro volume de uma trilogia, deixa-nos várias questões no ar, deixando-nos em pulgas pela continuação.

O Espião Português é um bom livro de espionagem, de um jovem autor português, com um bom ritmo de ação e uma boa dose de mistério que, estou certa, vos irá proporcionar uma leitura muito prazerosa.»


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

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1ª opinião.


Apesar de A Célula Adormecida só chegar às livrarias a meio desta semana (poderá existir um atraso de dois dias, sensivelmente, devido à transferência entre os armazéns e a exposição na loja), eu e a editora selecionámos alguns bloggers literários aos quais o livro já foi efetivamente entregue. Uma dessas pessoas, Patrícia Rodrigues, já terminou a leitura. Deixo aqui a sua opinião retirada do blogue O Prazer das Coisas. Acrescento ainda o vídeo do respetivo canal do YouTube. Esperem nova entrada na próxima quarta-feira, desta feita da minha autoria, em que irei tecer algumas considerações sobre o livro e a perceção que tenho do mesmo. Até lá.


«Apesar de ainda não ter lido a trilogia
Freelancer, a escrita do Nuno Nepomuceno não me era de todo desconhecida, pois já li os dois contos do autor, «A Cidade», que consta da coletânea Desassossego da Liberdade, e «Redenção», disponível online no site do Nuno, e tinha gostado bastante de ambos.

Antes de mais, tenho que referir esta capa fabulosa, com um ar misterioso e um pouco assustador (ou não tivesse eu fobia a tudo o que é pássaro/ ave), que nos remete logo para um
thriller intenso. E, no interior, encontramos também na divisão entre as várias partes da narrativa, pequenas ilustrações.

A Célula Adormecida inicia-se com dois acontecimentos na mesma noite que vão marcar toda a história — um ataque a um autocarro no centro de Lisboa e que foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico; e o futuro Primeiro-Ministro é encontrado morto. Este ataque terá sido um ato isolado ou a preparação para algo maior? A morte do futuro Primeiro-Ministro terá sido suicídio ou assassinato? Estarão os dois acontecimentos relacionados? Estas são apenas algumas das questões que são abordadas ao longo da narrativa.

O nosso protagonista é Afonso Catalão, um professor universitário, que é especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, que acaba por se ver envolvido na investigação e que tem alguns segredos escondidos. Mas a história não se centra apenas no professor Afonso Catalão, pois temos outros pontos de ação, como uma jornalista e uma família de refugiados em Portugal.

A escrita do Nuno é bastante acessível, com uma história muito interessante e sempre com um excelente ritmo, que, aliado  a capítulos pequenos, nos fazem ir avançando muito rapidamente. E foi mesmo um livro de leitura compulsiva, pois li-o em menos de 3 dias.

Com temas muito atuais como o terrorismo, o drama dos refugiados, a xenofobia, mas também o esforço que as famílias de refugiados fazem para se adaptarem à sociedade ocidental, e ainda da "sede" de vingança.

Nota-se que o autor fez um excelente trabalho de investigação, mas não nos "bombardeia" com demasiada informação. O Nuno transmite-nos as informações de forma a contextualizar a narrativa e todos os acontecimentos, mas sem nos sentimos assoberbados.

Há muito mais para descobrirem neste livro, mas posso-vos dizer que, além de ser de leitura compulsiva, adorei. Uma história súper interessante e atual.

Um livro que recomendo a todos!»

Patrícia Rodrigues
http://o-prazer-das-coisas.blogspot.pt/



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