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Sheikh David Munir | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

Lançamento nacional a 30 de novembro. A Célula Adormecida, por Manuela Santos.


Embora já esteja na minha agenda há algum tempo, é com prazer que anuncio que o lançamento nacional de A Célula Adormecida irá decorrer no próximo dia 30 de novembro, na Fnac do Colombo, às 18h30.

A apresentação estará a cargo do Sheikh David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, e de Luís Pinto, autor de Ler y Criticar, considerado o melhor blogue de literatura em Portugal em 2014 e 2015.

A entrada será livre, pois claro, e o lançamento seguido de uma sessão de autógrafos dedicada a toda a minha obra. Quem quiser adquirir
A Célula Adormecida tem aqui uma boa oportunidade. Quem já tiver o novo livro ou os anteriores também é livre de aparecer, quanto mais não seja para dar um olá. Os rabiscos são de graça! Apareçam.

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Até lá, deixo-vos com mais uma opinião à
Célula Adormecida. Esta foi retirada do blogue Marcas de Leitura. Estejam atentos aos próximos dias. Além de mais entradas por aqui, estarei ainda na Edição da Manhã da Sic Notícias a 29 de novembro para antever o lançamento. A entrevista será em direto por volta das 09h30. Não percam. Planeio ir todo janota!



«Assim que dei inicio à leitura, fiquei de imediato presa à passagem dos refugiados pelo Mar Egeu e à história de uma família síria que abandonou tudo na esperança de uma vida melhor — a mártir Aisha, Sami, a pequena Sarita e o jovem Ahmad, com uns grandes e puros olhos azuis que herdara da mãe. Olhos esses que num ímpeto exibiam puro ódio. Esta família tentou a sua sorte através da travessia num pequeno bote de borracha. Para muitos, esta passagem transforma-se num enterro no mar.

Para os refugiados se adaptarem ao novo estilo de vida do ocidente, têm de alterar o seu modo de vida, o que implica que estas sociedade estejam preparadas para acolher e integrar estas pessoas de outras culturas.


Em Portugal e passados cinco anos da passagem pelo mar Egeu da família de Sami, dá-se uma explosão num autocarro público em plena rotunda do Marquês de Pombal. Na mesma noite, Henrique Brandão Melo, líder do Partido Central e vencedor das eleições legislativas, suicida-se.

Teria ocorrido um ataque terrorista em Lisboa? Quantos de nós já não estamos preocupados com a afirmação do Estado Islâmico que diz que prevê controlar Portugal e Espanha até o ano 2020?
Será que o futuro primeiro-ministro se suicidou, ou teria sido vítima de um atentado?

Afonso Catalão é a figura principal da história. É professor na Faculdade de Ciências Socias e Humanas da Universidade Nova de Lisboa — que se situa na Avenida de Berna —, e é especialista em Ciência Politica e em Médio Oriente. Criei logo empatia com ele. É uma pessoa inteligente, culta, de fé, misteriosa e com temores e segredos.

Também faz parte integrante da história Diana Santos Silva, uma jornalista ambiciosa, falsa, que não olha a meios para atingir os fins, antiga assessora de imprensa do Partido Central.
Que medos e segredos guarda Afonso Catalão?
Os acontecimentos também se desenrolam ao redor da família de Sami, a qual já referi anteriormente.

O autor transporta-nos numa visita guiada pela nossa maravilhosa Lisboa, arredores, e ainda pela Turquia, com descrições, pormenores e detalhes simplesmente fantásticos. Os locais, as ocorrências e os personagens são tão reais e credíveis que nos levam para dentro da própria história.

O livro transmite conceitos, detalhes e informações ao abordar os flagelos da sociedade, tais como: o terrorismo, a xenofobia, o racismo,
exclusão social, comportamentos de risco, a fé que nos move, a discriminação e a violência. Verifica-se neste livro que o autor teve de fazer muitas pesquisas e investigações para nos oferecer todas estas particularidades. 


Nuno Nepomuceno, como em todos os seus livros, tem uma escrita e linguagem própria, clara, natural, simples, criativa, cuidadosa, envolvente, elaborada, acessível e de fácil compreensão, que nos faz refletir e não nos deixa interromper a sua leitura.

É com satisfação que devoro páginas atrás de páginas, enredo-me nas suas tramas. Os sentimentos e perturbações são díspares.

A leitura é compulsiva, arrebatadora, frenética, viciante, empolgante e fluida, com temas atuais como o sofrimento dos refugiados, o terrorismo, a religião e os conflitos com outras culturas.

Além de uma história com temas muito atuais dos nossos dias e da nossa sociedade, que merecem toda a nossa atenção relativamente aos sucessivos atentados terroristas que têm sucedido na Europa, também é um ensinamento.
Este livro trata de temas sensíveis e delicados da sociedade e transmite-nos situações de gravidade do mundo em geral. Faz-nos refletir e acredito que ninguém vai conseguir ficar diferente a este enredo.

Uma narrativa intensa e plena de ação, suspense, mistério, conflitos, terror, segredos, dúvidas e incertezas ao longo das 586 páginas que se devoram num ápice. 

A Célula Adormecida possui principio, meio e fim, além de uma narrativa dinâmica e uma estrutura de texto magnífica que desperta o leitor.
Gostei da divisão de capítulos pequenos por intervalos de tempo e espaço, que nos permitem interpretar a ação e os acontecimentos da história mais facilmente.

Recomendo sem reservas o autor Nuno Nepomuceno.
A Célula Adormecida saltou para o 1º lugar dos melhores livros lidos no ano 2016, batendo assim o livro Confia em Mim de Lesley Pearse. Nuno, é difícil alguém superar a Lesley Pearse, mas tu ultrapassaste e superaste também as minhas expectativas! Adorei.
Não sabem o que oferecer no Natal? Ofereçam “A Célula Adormecida” uma prenda que qualquer leitor vai adorar!»

Manuela Santos
marcasdeleitura.blogspot.pt

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