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Sofia Teixeira | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

Nos destaques de 2016 do BranMorrighan e com algumas surpresas em 2017.

Não me tenho andado a sentir muito bem, talvez devido ao cansaço que acumulei ao longo do ano passado. Por isso, todas as pequenas vitórias são motivo de celebração e alegria. Sofia Teixeira, autora do BranMorrighan, incluiu A Célula Adormecida nos livros que mais a marcaram no ano que nos deixou. Eis o que ela escreveu sobre a história do professor Catalão:

«O regresso de Nuno Nepomuceno foi estrondoso. Haja autor português que de repente tenha dado um salto de nos deixar abismados. A Célula Adormecida é um livro que merece toda a nossa atenção e destaque. Está bem desenhado, bem construído, coerente e marcante. A narrativa está bastante diferente da da trilogia anterior, mas a cinematografia mantém-se bastante forte. As temáticas são sensíveis, mas o autor arranjou maneira de serem também instrutivas. É uma obra com a qual aprendemos e desmitificamos uma série de coisas. Sobre o Estado Islâmico, sobre o terrorismo, sobre o que realmente acaba por motivar uma série de coisas. Hei de recomendar sempre e para sempre este livro.»

Happy Happy Happy

Apesar de a partir de agora o ritmo ter de abrandar um pouco (não posso promover o livro eternamente), há algumas novidades preparadas para breve, fruto do trabalho do outono. Não, não tenho um novo livro para apresentar. Trata-se apenas de alguns textos originais que já estão inclusivamente publicados, contudo não à mostra no
site, pois estou a aguardar o registo no IGAC por causa dos direitos de autor (nunca se sabe quem os irá ler e o que fazer com eles). Portanto, esperem três pequeninas surpresas para breve. Fiquem por aí. Winking
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É hoje! A Célula Adormecida, por Sofia Teixeira.

Esta entrada está a ser escrita hoje, dia 30 de novembro, uma quarta-feira, algures pelo meio da manhã. O lançamento nacional de A Célula Adormecida decorrerá, portanto, logo à tarde. Recordo que o evento será apresentado pelo Sheikh David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, e Luís Pinto, autor de Ler y Criticar, o melhor blogue português de literatura dos dois últimos anos. Será uma cerimónia simples, descontraída (nem sequer vou levar gravata desta vez) e que espero vir a ser bem preenchida de leitores e restantes amigos. Começa às 18h30 na Fnac do CC Colombo e a sessão de autógrafos que se seguirá é aberta a todos os meus livros. Decidi que este ano não faria tantas aparições públicas como no passado, pelo que esta é oportunidade perfeita para todos nos revermos. Happy

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A propósito disso mesmo, deixo aqui um pequeno lembrete sobre onde me poderão encontrar a seguir. São 4 datas, sendo que as 2 primeiras acontecerão já nos próximos dias. As restantes podem ser consultadas na coluna lateral do blogue ou na página da minha
agenda.

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Estive também ontem em direto na SIC Notícias, onde Paulo Nogueira me entrevistou na Edição da Manhã. O
feedback tem sido extremamente positivo. Foi um momento especial, sem dúvida, que conto partilhar em breve. Já tenho o vídeo disponível. Falta-me apenas legendá-lo. Como sabem, tenho um grande carinho pela comunidade surda portuguesa, pois alguns dos seus membros são meus leitores.

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Termino ainda esta entrada com a última crítica que saiu à
Célula Adormecida. Retirei-a do BranMorrighan, o extraordinário cantinho de Sofia Teixeira, a quem só posso agradecer pelas excecionais palavras que me dedicou. Ora leiam:

«Mas. Que. Livro! Eu sei que não devia estar tão espantada, afinal conheço o Nuno e tenho real noção do seu talento, mas tenho que admitir que superou qualquer expectativa que eu pudesse ter. Não menosprezando a Trilogia Freelancer, A Célula Adormecida está noutro patamar. Se por um lado o volume do livro pode assustar, afinal são quase 600 páginas, por outro lado, não lhe adicionava nem tirava uma página que fosse. Quando encontrei o último ponto final, senti que estava perante um livro assombroso, um dos melhores livros da atualidade, sem sombra de dúvidas. Não me custa sequer imaginar que, mais cedo ou mais tarde, se tornará numa autêntica referência no que diz respeito a policiais/thrillers/romances (gerais) relacionados com terrorismo, mais propriamente com o autoproclamado Estado Islâmico. A quantidade de informação, nunca sendo demasiada, está perfeitamente equilibrada. Cada ingrediente é dado no momento certo e, terminada a leitura, sinto-me uma pessoa muito mais culta, muito mais conhecedora de um tema tão atual e que é alvo de tanta desinformação.

Como vocês sabem, principalmente por ter apresentado os últimos dois livros dele, o Nuno Nepomuceno, mais do que um autor, tornou-se um amigo. E ler o livro de um amigo é sempre um momento de responsabilidade, a sinceridade torna-se ainda mais vital, daí a necessidade de nos afastarmos desse papel e pegarmos na obra como se de um desconhecido se tratasse. E a verdade é que parecia que estava mesmo a ler um livro de um autor que nunca tinha lido. Houve uma espécie de emancipação na maturidade da escrita, muito sóbria, muito sólida, muito dura. A sensibilidade que era tão característica na Trilogia
Freelancer transformou-se em algo maior, num pesar bem articulado e factual. Também o formato da narrativa mudou um pouco, com capítulos mais rápidos, vários protagonistas em paralelo que são determinantes para o rumo final da história e mais não digo, para não estragar ou fazer prever algo sobre a leitura.

Não quero falar sobre a história em si. A sinopse diz quanto baste e acho que o essencial a retirar desta leitura é que a minha admiração pela postura deste livro não tem fim. É completamente despretensioso, ao mesmo tempo que é uma lufada de ar fresco necessária. São poucos os livros deste género que se dão ao trabalho de educar o leitor, de fazer questão de elucidar, com pormenor quanto baste, as idiossincrasias que rodeiam o enredo. Muito se fala sobre muçulmanos, radicais, as guerras do Médio Oriente, os potenciais interesses económicos das principais potências mundiais, mas pouco se mergulha no que realmente significa ser muçulmano, na crença em Maomé e pelo que é regido o Alcorão. Este livro é precioso em vários sentidos, mas este é um dos principais, principalmente pelas consequências que vamos testemunhando no que toca ao preconceito, à total ignorância consciente, pois é mais fácil colocar as culpas no que se desconhece do que tentar-se conhecer e compreender a diferença. 

Tenho tido mesmo muito pouco tempo para ler, mas a minha relação com o livro tornou-se algo dependente. Dei por mim sem me aperceber das horas a passarem, a parar só para comer, e mesmo tendo tanta coisa da faculdade por completar, não resisti em fazer uma pequena maratona para não acabar o fim de semana sem o ler. Gostei muito da desenvoltura da história, da mistura de uns quantos géneros, perfeitamente alinhados, de forma a proporcionar ao leitor uma leitura ritmada, apaixonada, expectante e surpreendente. São várias as questões que levantamos sobre a trama ao longo da mesma, são vários os momentos em que sorrimos, outros em que o coração se aperta e outros em que tudo se torna tão negro que houve momentos em que ceguei, de sentir uma revolta tão pura por saber que aquilo acontece na vida real. Lisboa foi o palco escolhido para a ficção, mas podia não ser ficção, em muitas cidades é exatamente aquilo que tem acontecido. E a conclusão é que a incompreensão leva ao ódio e o ódio ao imprevisível. Uma pessoa é capaz de se transformar por completo e ser autor de ações que nunca antes teria sido capaz sequer de se imaginar pensá-las. Gostei. Muito. Na verdade, acho que,
A Célula Adormecida, é um grande candidato a livro do ano.»


Sofia Teixeira
BranMorrighan.com


Até breve,
Nuno. Winking

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