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Patrícia Rodrigues | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

Patrícia Rodrigues

O Espião Português, por Tita Rodrigues.

Opinião ao O Espião Português, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

«Como opinar sobre O Espião Português sem revelar demasiado? Tarefa difícil, mas vou tentar...

O nosso protagonista é André Marques-Smith, que é o jovem diretor do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e também um espião da Cadmo, uma agência de espionagem semigovernamental.

Agradou-me imenso esta vida dupla de André. Por um lado, temos o dia-a-dia normal de um funcionário do MNE, com a sua família, os seus dilemas e inseguranças. Por outro, temos as missões ao serviço da Cadmo, sempre perigosas e com cenas capazes de nos deixar "o coração nas mãos".

Outro aspeto que me agradou foi, ao longo do livro, ter várias referências literárias, musicais e até de programas de TV. Estes detalhes fazem-me sentir que as personagens e as suas vidas são reais.

Além de uma história cheia de ação, temos também vários mistérios e surpresas, quer ligados às missões, como também diretamente relacionados com André, mas que não vou desvendar para não vos estragar a leitura.

Quanto a personagens, e apesar de André ser a principal, houve uma muito especial que me cativou logo no primeiro momento. O Kimi! Impossível ficar indiferente, é tão fofo!

O livro, e apesar de ser o primeiro do autor, tem uma escrita fluída, com uma história com bastante ritmo, que nos faz querer virar página atrás de página. E como primeiro volume de uma trilogia, deixa-nos várias questões no ar, deixando-nos em pulgas pela continuação.

O Espião Português é um bom livro de espionagem, de um jovem autor português, com um bom ritmo de ação e uma boa dose de mistério que, estou certa, vos irá proporcionar uma leitura muito prazerosa.»


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

Comments

1ª opinião.


Apesar de A Célula Adormecida só chegar às livrarias a meio desta semana (poderá existir um atraso de dois dias, sensivelmente, devido à transferência entre os armazéns e a exposição na loja), eu e a editora selecionámos alguns bloggers literários aos quais o livro já foi efetivamente entregue. Uma dessas pessoas, Patrícia Rodrigues, já terminou a leitura. Deixo aqui a sua opinião retirada do blogue O Prazer das Coisas. Acrescento ainda o vídeo do respetivo canal do YouTube. Esperem nova entrada na próxima quarta-feira, desta feita da minha autoria, em que irei tecer algumas considerações sobre o livro e a perceção que tenho do mesmo. Até lá.


«Apesar de ainda não ter lido a trilogia
Freelancer, a escrita do Nuno Nepomuceno não me era de todo desconhecida, pois já li os dois contos do autor, «A Cidade», que consta da coletânea Desassossego da Liberdade, e «Redenção», disponível online no site do Nuno, e tinha gostado bastante de ambos.

Antes de mais, tenho que referir esta capa fabulosa, com um ar misterioso e um pouco assustador (ou não tivesse eu fobia a tudo o que é pássaro/ ave), que nos remete logo para um
thriller intenso. E, no interior, encontramos também na divisão entre as várias partes da narrativa, pequenas ilustrações.

A Célula Adormecida inicia-se com dois acontecimentos na mesma noite que vão marcar toda a história — um ataque a um autocarro no centro de Lisboa e que foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico; e o futuro Primeiro-Ministro é encontrado morto. Este ataque terá sido um ato isolado ou a preparação para algo maior? A morte do futuro Primeiro-Ministro terá sido suicídio ou assassinato? Estarão os dois acontecimentos relacionados? Estas são apenas algumas das questões que são abordadas ao longo da narrativa.

O nosso protagonista é Afonso Catalão, um professor universitário, que é especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, que acaba por se ver envolvido na investigação e que tem alguns segredos escondidos. Mas a história não se centra apenas no professor Afonso Catalão, pois temos outros pontos de ação, como uma jornalista e uma família de refugiados em Portugal.

A escrita do Nuno é bastante acessível, com uma história muito interessante e sempre com um excelente ritmo, que, aliado  a capítulos pequenos, nos fazem ir avançando muito rapidamente. E foi mesmo um livro de leitura compulsiva, pois li-o em menos de 3 dias.

Com temas muito atuais como o terrorismo, o drama dos refugiados, a xenofobia, mas também o esforço que as famílias de refugiados fazem para se adaptarem à sociedade ocidental, e ainda da "sede" de vingança.

Nota-se que o autor fez um excelente trabalho de investigação, mas não nos "bombardeia" com demasiada informação. O Nuno transmite-nos as informações de forma a contextualizar a narrativa e todos os acontecimentos, mas sem nos sentimos assoberbados.

Há muito mais para descobrirem neste livro, mas posso-vos dizer que, além de ser de leitura compulsiva, adorei. Uma história súper interessante e atual.

Um livro que recomendo a todos!»

Patrícia Rodrigues
http://o-prazer-das-coisas.blogspot.pt/



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