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Trilogia Freelancer | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

Trilogia Freelancer

O Espião Português, por Isaura Pereira.

Opinião a O Espião Português, por Isaura Pereira, autora do blogue Jardim de Mil Histórias.

«Uma das muitas coisas boas que esta comunidade me trouxe foi ter a oportunidade de conhecer novos autores internacionais, mas também nacionais. Fico muito feliz por saber que a literatura portuguesa está no bom caminho e recomenda-se.

O Nuno é um bom exemplo disso. Depois de ter lido
A Célula Adormecida fiquei cheia de curiosidade de ler esta trilogia. E o Nuno teve a gentileza de me enviar exemplares para poder conhecer esta história e dar opinião no blogue.

Li-o de uma forma quase compulsiva. Este é o tipo de história e de escrita que gosto. Uma leitura agradável, com ritmo e, sobretudo, muito bem escrita. Nota-se o cuidado do autor na forma como dá rumo à história e na construção das personagens. 

Um livro que nos permite viajar por alguns locais da Europa que eu tanto gosto. Uma leitura perfeita para dias mais agitados e para o verão. Escusado será dizer que estou ansiosa para voltar a esta história com o próximo volume
A Espia do Oriente

Recomendo a todos. Não só aos que gostam de bons thrillers

Isaura Pereira
jardimdemilhistorias.blogspot.pt

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A Hora Solene, por Tita Rodrigues.

Opinião a A Hora Solene, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

Desde que tinha terminado o segundo volume - A Espia do Oriente - que estava muito curiosa para saber como o Nuno Nepomuceno iria concluir a história de André. Por outro lado, tinha alguma pena de me despedir de André, Anna e até do Kimi, daí ter esperado um pouquinho para o ler. Mas, lá está, a curiosidade era muita, pois o final de A Espia do Oriente deixa-nos muito, mas muito ansiosos.

Mais uma vez, nota-se uma evolução na escrita do Nuno, muito cuidada e acessível, e um bom ritmo, quer de ação mas principalmente de suspense. O Nuno conseguiu criar uma história bem equilibrada, com mistério, suspense, ação, mas também com um toque de romance. Outro ponto forte é a descrição dos locais e dos acontecimentos, tão vívidas, mas sem serem maçudas, e que tornam toda a leitura muito visual.

Gostei muito do modo como o Nuno nos deixa na expectativa, durante um ou dois capítulos, com acontecimentos marcantes, como acontece logo no início do livro, onde ficamos logo muito ansiosos.

Em termos de personagens, e apesar de simpatizar muito com o André, a minha preferida é Anna, e devo dizer que senti um pouco falta do protagonismo que encontrei em
A Espia do Oriente. Sim, a ação vai "saltitando" entre André, Anna e até Elena, mas achei Anna algo mais "apagada" (mas lá está, talvez seja impressão minha, por ser precisamente a minha personagem preferida). Uma outra personagem que gosto e que gostaria de ter tido mais protagonismo, é Anssi, pois acredito que tenha muitos conflitos interiores.

Uma excelente trilogia de espionagem, muito bem escrita e, ainda por cima, de um autor português. Um autor que é um querido e simpatiquíssimo para todos os seus leitores, com um carinho muito especial pelos
bloggers.

Por isso, se ainda não leram a Trilogia
Freelancer do Nuno Nepomuceno, do que é que vocês estão à espera? Leiam pois acredito que não se irão arrepender, pois foram três livros que me proporcionaram horas de leituras muito prazerosas, com personagens que me irão acompanhar.


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

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A Hora Solene, por Ana Beatriz.

Opinião a A Hora Solene, por Ana Beatriz, Dream Pages.

«A trilogia
Freelancer conquistou-me inteiramente com o primeiro volume, "O Espião Português". E, depois, li o segundo livro, "A Espia do Oriente", que, apesar das já elevadas expetativas, ainda me conseguiu surpreender. Podem, portanto, imaginar a vontade que tinha de ler "A Hora Solene" e descobrir o que mais poderia o autor fazer para me deixar boquiaberta, principalmente depois do final do segundo volume, que foi totalmente... inesperado. 

Estamos em Londres, numa fria noite de tempestade, e um homem é esfaqueado e abandonado à sua sorte em plena rua. Se isto, por si só, não fosse já surpreendente, ao mesmo tempo, um homem da associação terrorista O Gótico entrega-se voluntariamente, um avião sofre um atentado e é divulgado um vídeo que promete manter o mundo em suspenso durante alguns meses. Se fosse um outro livro, de um outro autor, poderíamos pensar que estes acontecimentos nada tinham em comum... mas não com o Nuno! Todos estes estranhos episódios estão, na verdade, conectados, e o elemento central é André Marques-Smith, funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros Português e agente da Cadmo.

Mais uma vez, temos em paralelo a vida quotidiana do protagonista - o trabalho no Ministério, a convivência com os pais e com a irmã mais nova, as peripécias do seu cão - e a sua vida dupla, como agente da Cadmo, num mundo de espionagem em que nem tudo é o que parece, e em que nem sempre é simples aferir quem são os aliados e quem são os inimigos.

À semelhança dos livros anteriores, temos também capítulos que narram as linhas de ação de outras personagens, bem como toda a contextualização necessária para que não seja preciso reler segmentos dos primeiros volumes para entender o que está a acontecer. Neste livro, em particular, há ainda espaço para algumas reflexões sobre a ética, a família, o amor, a importância da vida humana e os valores implicados no campo científico. Gostei especialmente das questões éticas subjacentes ao uso da manipulação genética tendo em vista o aperfeiçoamento do ser humano.

De livro para livro, a evolução do autor é notável. Tudo nesta trilogia está tão magnificamente pensado, que é impossível não nos admirarmos com os pequenos detalhes que marcam a diferença. Como tenho vindo a referir, a escrita do Nuno é especial e agarra o leitor de tal forma que a leitura adquire um ritmo frenético, tornando-se compulsiva ao ponto de ser necessário um grande esforço para pousar o livro. Consegue transmitir as emoções das personagens para o leitor, conjugando tudo de forma tão maravilhosa que, quem lê, acaba por sentir-se realmente parte da história, de tão envolto que está neste mundo de intrigas e traições.

E o final é, mais uma vez, fantástico, embora desta vez de uma forma mais positiva (felizmente!). Nota-se a preocupação do autor em fechar todas as pontas soltas, pelo que encontramos respostas para todos os mistérios levantados ao longo dos primeiros livros.  O Nuno é o perfeito exemplo de que também temos escritores incríveis no nosso país, pelo que deveríamos apostar e dar mais apoio aos autores portugueses. Quero ainda agradecer-lhe pelas amáveis palavras endereçadas, tanto a mim como a vários outros
bloggers e youtubers, nos agradecimentos, bem como pela oportunidade de ler estes livros extraordinários.
"A Hora Solene" encerra com chave de ouro a Trilogia
Freelancer, onde dizemos adeus a um André mais forte, mais maduro e mais seguro de si. Em suma, esta é uma trilogia tão excecional que se torna difícil para mim falar sobre ela, pois sinto sempre que as palavras não chegam. Por isso, só vos peço: leiam! Tenho a certeza de que não se irão arrepender!»


Ana Beatriz
dream---pages.blogspot.pt

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A Espia do Oriente, por Ana Beatriz.

Opinião a A Espia do Oriente, por Ana Beatriz, Dream Pages.

Depois de um primeiro volume absolutamente fantástico, parti para este segundo livro com expectativas elevadíssimas, mas também com algum receio de estar a colocar demasiada pressão sobre esta leitura. Contudo, o autor construiu a ação de uma forma tão excecionalmente fantástica, que ainda me conseguiu surpreender!

Como o nome indica, este volume divide a atenção entre André - o nosso espião favorito e protagonista de
O Espião Português - e China Girl - uma personagem misteriosa que conhecemos ainda no primeiro volume, mas que ganha relevante destaque nesta segunda parte. Ao longo do livro, vamos desvendando a sua história, os seus motivos e motivações, as adversidades e os obstáculos que a vida lhe impingiu e que a tornaram na pessoa que é hoje.

As revelações chocantes que marcaram o final do primeiro livro tomam continuidade em
A Espia do Oriente, mas a ação é agora dividida em vários planos. Revemos o André, que está a tentar lidar com a sua nova condição, mas que não consegue perdoar os pais por lhe terem mentido durante toda a sua vida; a misteriosa China Girl, que talvez não seja bem o que parece; e depois temos os membros da Dark Star, a organização terrorista que pretende apropriar-se do projeto Lebodin - um projeto de manipulação genética criado por um cientista russo.

A evolução do autor é notória em todos os aspetos: no amadurecimento da escrita, na construção e no contexto das personagens, nas reviravoltas surpreendentes e nas revelações, feitas exatamente no momento certo e, acima de tudo, no suspense magistralmente conseguido. O livro é muito rico nas descrições físicas e psicológicas, realizadas na perfeição, que têm a capacidade de envolver o leitor no clima vivido pelas diversas personagens. Os diferentes planos de ação cruzam-se e interligam-se complexamente, criando uma ação interessante e viciante, e levando o leitor a temer constantemente pela vida das personagens. Além disso, o Nuno consegue transmitir realmente os sentimentos e as emoções experienciadas pelas diversas personagens, o que acaba por ser bastante engraçado, pois, por diversas vezes, dei por mim realmente revoltada com algumas situações, como se estas tivessem acontecido comigo.

Enquanto que o primeiro livro tinha um caráter mais policial, este segundo assemelha-se já a um thriller, o que pode tornar a ação um pouco mais lenta, mas, em contrapartida, consegue mexer mais com a cabeça do leitor. E isso acontece, de facto, à medida que vamos mergulhando nas maravilhosamente entrelaçadas teias de acontecimentos que compõem esta trilogia e vamos descobrindo o passado ao acompanharmos o presente das personagens.

 E, quando pensamos que não é possível voltarmos a ser apanhados de surpresa - depois de tantas coisas fantásticas terem acontecido, é normal pensarmos isso -, eis que nos é provado exatamente o contrário! A verdade é que nem tenho palavras para descrever o final! É um desfecho tão inesperado, arriscado e surpreendente, que deixa o leitor completamente em suspenso, num misto de ânsia, pânico e excitação, temendo pelo que mais poderá acontecer.

A Espia do Oriente continua uma trilogia simplesmente maravilhosa e cativante, com personagens muito reais e complexas, e com uma história que agarra completamente desde o primeiro capítulo. Com ingredientes de um bom thriller - muito perigo, mistério e ação -, aliados à narrativa da vida familiar e das relações interpessoais, esta é uma história com grande consistência que, se não bastasse prender-nos completamente e mexer connosco a um nível bastante profundo, ainda nos leva a visitar interessantes monumentos e sítios emblemáticos de vários países. A única coisa que posso dizer é que, realmente, adorei e recomendo a toda a gente!


A Espia do Oriente
Ana Beatriz
dream---pages.blogspot.pt

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A Espia do Oriente, por Tita Rodrigues.

Opinião a A Espia do Oriente, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

Este é o segundo livro da trilogia Freelancer, mas que pode ser lido de forma independente, pois, sempre que é necessário, o Nuno faz vários enquadramentos/resumos dos acontecimentos de O Espião Português. De qualquer modo, e como leitora, recomendo que leiam os livros por ordem e assim vivam mais intensamente a vida de André Marques-Smith, funcionário do MNE e espião ao serviço da Cadmo.

E ao contrário do primeiro livro, mais centrado na vida de André, em
A Espia do Oriente vamos conhecendo melhor a vida e passado de China Girl, a misteriosa espia da Dark Star, mas também Monique.

Se já tinha gostado bastante do primeiro livro, este segundo deixou-me completamente colada. Temos várias histórias no enredo que captam a nossa atenção, tornando-o ainda mais rico, sempre com uma boa dose de perigo e ritmo e sempre com aquela sensação de "em quem confiar?".

As personagens são outra mais-valia do livro. O Nuno torna-as tão humanas e reais, com os seus medos, inseguranças, sentimentos. Se já tinha gostado do André, posso-vos dizer que China Girl não lhe fica mesmo nada atrás, mas prefiro que sejam vocês a descobrir mais sobre esta mulher.

Nota-se também uma clara evolução do Nuno enquanto escritor. Não só pelo enredo mais denso e com mais pontos de interesse, mas também pela própria escrita, que está ainda melhor, com parágrafos mais longos e descrições mais envolventes e ricas. Digo-vos, o Nuno escreve mesmo muito bem!

E não pensem que neste livro só temos ação e mais ação; cenas com ritmo alucinante. Temos também algumas mais leves e pautadas com uma boa dose de humor, nomeadamente com uma personagem algo peculiar, a Diva Winking

E o final? Absolutamente fabuloso e que nos deixa completamente ansiosos por pegar no último volume. E acreditem, não vai demorar muito tempo a pegar n'
A Hora Solene, pois estou muito mas muito curiosa para conhecer o desfecho desta magnifica história.

Tal como os outros dois livros que li do Nuno (
A Célula Adormecida e O Espião Português), este foi mais uma leitura compulsiva, que me deixou sempre agarrada ao livro e sempre que terminava um capítulo pensava "só mais um".


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

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O Espião Português, por Tita Rodrigues.

Opinião ao O Espião Português, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

«Como opinar sobre O Espião Português sem revelar demasiado? Tarefa difícil, mas vou tentar...

O nosso protagonista é André Marques-Smith, que é o jovem diretor do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e também um espião da Cadmo, uma agência de espionagem semigovernamental.

Agradou-me imenso esta vida dupla de André. Por um lado, temos o dia-a-dia normal de um funcionário do MNE, com a sua família, os seus dilemas e inseguranças. Por outro, temos as missões ao serviço da Cadmo, sempre perigosas e com cenas capazes de nos deixar "o coração nas mãos".

Outro aspeto que me agradou foi, ao longo do livro, ter várias referências literárias, musicais e até de programas de TV. Estes detalhes fazem-me sentir que as personagens e as suas vidas são reais.

Além de uma história cheia de ação, temos também vários mistérios e surpresas, quer ligados às missões, como também diretamente relacionados com André, mas que não vou desvendar para não vos estragar a leitura.

Quanto a personagens, e apesar de André ser a principal, houve uma muito especial que me cativou logo no primeiro momento. O Kimi! Impossível ficar indiferente, é tão fofo!

O livro, e apesar de ser o primeiro do autor, tem uma escrita fluída, com uma história com bastante ritmo, que nos faz querer virar página atrás de página. E como primeiro volume de uma trilogia, deixa-nos várias questões no ar, deixando-nos em pulgas pela continuação.

O Espião Português é um bom livro de espionagem, de um jovem autor português, com um bom ritmo de ação e uma boa dose de mistério que, estou certa, vos irá proporcionar uma leitura muito prazerosa.»


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

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De férias.

Mais de 4 meses passados sobre a publicação da Célula Adormecida, julgo ser apropriado fazer aqui um pequeno balanço sobre o percurso do livro e o impacto que tem tido na minha carreira. Tentarei não me alongar, mas irei também dar conta do que está, para já, previsto para os meses que ainda estão por vir.

O sentimento é extremamente positivo. A noção que tive é que
A Célula Adormecida constituiu, para mim, o livro certo na altura adequada. O esforço foi grande. Eu terminei A Hora Solene no fim de Agosto e sentia-me particularmente saturado de tudo por volta do Natal de 2015. Ter regressado apenas 11 meses depois da conclusão da trilogia Freelancer foi não só uma prova que dei a mim mesmo sobre a minha capacidade de trabalho, como se revelou estrategicamente certo. As livrarias acolheram o livro de forma excecional, fazendo-me acreditar que ainda há esperança, de que o esforço que comecei a fazer há mais de 15 anos, quando elaborei o primeiro esboço daquilo que se viria a transformar no Espião Português, não está a ser em vão. Muito ou pouco, tem existido crescimento. Por exemplo, A Célula Adormecida conseguiu aquilo que nenhum dos volumes da trilogia havia atingido — ser n.º 1 dentro do seu próprio género na Wook e Fnac. Recordo que eu já tinha liderado estas contagens antes, mas apenas com edições eletrónicas. Tê-lo alcançado em papel foi inédito para mim e particularmente saboroso. Sobretudo, porque foi um passo em frente. E é nesse sentido que desejo continuar a caminhar.

Outro aspeto positivo é que, de uma certa forma, os meus livros andam a puxar uns pelos outros. Por exemplo,
O Espião Português está em subida na Wook, onde se posicionou à entrada do top 20, apenas 4 lugares abaixo da Célula Adormecida, que entretanto tem caído um pouco. O mesmo não está a acontecer na Bertrand. É o atual vice-líder dos thrillers desta cadeia livreira, atrás do eterno A Rapariga no Comboio. É possível que quem esteja a ler esta entrada o desconheça, mas a verdade é que hoje em dia, tendo em conta as especificidades do mercado, calcula-se que o período de vida de um livro em Portugal (exceção feita aos grandes best-sellers) ronde as 8 semanas. A partir daí, é velho.

Estes são apenas factos, coisas que pertencem ao passado. O futuro vem aí e será necessariamente mais pausado do que os (turbulentos) últimos tempos. Dei por mim a conversar há poucos dias com uma pessoa e a dizer que «este ano ainda agora começou e eu já estou farto dele». Não costumo entrar em pormenores sobre a minha vida pessoal, mas o azar tem andado a bater à porta, isso é irrefutável. Uma semana inteira com 39º de febre e um acidente com o carro são insignificantes no meio de tudo o de mau que já aconteceu.

Por isso, o ritmo irá ser mais brando nos próximos tempos. As entradas aqui passarão a ser menos regulares, embora vá tentar escrever pelo menos 2 ou 3 por mês até ao fim da primavera. E dentro de uma semana irei mesmo tirar uns dias de férias. Espera-me uma viagem de mais de 6 horas com uma escala a meio (para ser mais barato), mas como irei colocar uma ou outra fotografia
online, escondo para já o destino, prometendo revelá-lo na altura.

Termino com essa promessa e com algo que me deixou bastante orgulhoso quando recebi o convite e que, de uma certa forma, também ilustra a tal progressão mencionada no início desta entrada. Aqui deixo o cartaz da Universidade Lusófona. Sim, sou mesmo eu o orador no dia 18 de Maio. Happy


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Memórias.

Três livros publicados e quem os leu já deve ter notado que, por vezes, não utilizo formas narrativas convencionais. Aliás, julgo até ser uma das minhas melhores características, quase uma imagem de marca. O que quero dizer com isto é que a trilogia não tem uma espinha dorsal linear. Há avanços e retrocessos (não muito frequentes, pois acho que tal seria um exagero), ou prolepses e analepses, se desejarmos utilizar uma linguagem mais técnica, mas que, de uma certa forma, acabam por fazer avançar a história. Os dois excertos que transcrevo abaixo são um exemplo disso mesmo. Descrevem o mesmo momento do enredo global. Contudo, há um livro inteiro de permeio (e sim, A Espia do Oriente inicia-se quatro meses depois do fim do Espião Português).

«Sem maquilhagem e de cabelo discretamente apanhado atrás, deambulou pelo quarteirão. Deixara
China Girl no quarto e aquela era a primeira vez desde há muito tempo que se permitia fugir à mulher que ela própria decidira personificar.
Acabou por ir ter a Stephansdom. Sabia que era lá que ele se deveria encontrar.
O sempre frenético Marriott de Viena recebeu-a, calmo. Era muito tarde, noite avançada. Atravessou a cosmopolita galeria de bares, lojas, restaurantes e repuxos que dominavam o átrio e foi até à piscina interior.
Com os acordes intimistas e eclécticos do piano de George Michael a ouvirem-se ao fundo, observou-o em silêncio. André Marques-Smith estava sentado em calções, com a camisa suja de sangue entreaberta, uma caixa de gelado na mão, a luz reflectida no rosto
e as pernas meio mergulhadas na água, a mesma que a transportou de imediato a uma infância que, apesar dos esforços, e à luz dos acontecimentos daquela noite, soube nunca ir esquecer.

O português apresentava uma tristeza ainda mais profunda do que a dela. Parecia uma sombra do jovem brilhante que meses antes em Estrasburgo a havia cativado com um mero olhar.
E uma rapariga chegou.»

A Espia do Oriente, por Nuno Nepomuceno.



«A luz da piscina reflecte-se-lhe no rosto. Mexe ligeiramente as pernas e a água agita-se por instantes. Um pequeno restolhar acompanha o piano que toca baixinho ao fundo. Num registo intimista, George Michael canta «Kissing a Fool». Fecha os olhos e leva uma colher de gelado à boca, enquanto tenta saborear a paz daquele instante. A desejar poder absorvê-la e guardá-la só para si.

Perdeu a noção do tempo. Não sabe há quanto está ali. Sabe apenas que é de madrugada. Está às escuras, sozinho, no hotel, com os pés mergulhados na piscina quase até aos joelhos e a camisa branca ensanguentada por cima dos calções. Os seus preferidos. Os calções e o gelado de baunilha. A sua própria prenda de anos. Um pequeno conforto. O seu dia de aniversário...
[…]
O som de passos fá-lo olhar para trás. Marie senta-se ao seu lado, as pernas dobradas em cruz sobre a beira da piscina aquecida. Olha-o muito séria.»

O Espião Português, por Nuno Nepomuceno.


PS - Um pequeno aviso à navegação. Winking Estejam atentos ao
site oficial e às minhas redes sociais durante os próximos dias, pois há uma grande novidade reservada para breve (Oh yeah!).

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O ladrão.

Excerto retirado de O Espião Português (e um dos meus preferidos).

« Cimeira de Estocolmo - Baile de encerramento
Palácio Real Sueco

A palavra ladrão começa a surgir nas mais variadas línguas, enquanto as mulheres presentes iniciam uma revista frenética às malas de mão e restantes pertences. Expectantes, Anssi e Monique vão-se deixando engolir pelo círculo imenso de curiosos. Ficam cada vez mais para trás, como é de resto desejável. Estão todos concentrados na mulher, guardas incluídos. Atento, Anssi olha na direção da saída para a ala sul. Completamente abandonada. Disfarçadamente, manda
Freelancer avançar. Pelo canto do olho, Monique vê Marie entrar no salão. Blue Swan avança rapidamente para o par. Ice Lady afasta-se ligeiramente do namorado e, por entre as pregas do vestido, retira e passa discretamente o colar à colega. Blue Swan recolhe-o, esconde-o com a mala de mão e continua a andar. Dirige-se à mesa das carnes frias, tira um rolinho de carne e come-o delicadamente, enquanto se junta ao grupo em torno da francesa. Faz uma pergunta a um homem que está por ali e deixa escapar um comentário maldoso sobre a segurança. «Ainda há pouco vi um guarda a dormir», opina, ultrajada. Ao fundo, protegido pela confusão, André Marques-Smith desaparece, incógnito.»

Uma amostra gratuita das primeiras páginas do livro pode ser descarregada ou lida no seguinte pdf.

PS - Um breve agradecimento a todas as pessoas que visitaram o novo site após o anúncio da remodelação. Não mereço tanto apoio.

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