Italia, la bella!

O tempo estava algo nublado, com nuvens espessas que ameaçavam chuva a cobrirem o céu. Mas nem isso me impediu de correr para o Coliseu assim que cheguei a Roma e me instalei no hotel. Afinal, a antiga arena ficava localizada a apenas alguns metros e eu tinha de a ver. Não encontrei leões ou o Russel Crowe vestido de gladiador, mas o Coliseu é uma estrutura impressionante, que, apesar de estar bastante degradada, mantém todos os traços da sua imponência.

O resto do dia foi passado bem perto, a explorar a Via do Fórum Imperial, onde tirei algumas fotografias realmente espetaculares. Itália é piú bella, mas lindíssima ao anoitecer.

O segundo dia começou com uma chuva miudinha, que rapidamente desapareceu e deu lugar ao sol. Velado pelo céu azul, fiz uma curta visita ao Fórum Romano e rumei para noroeste. O resto do dia seria passado numa «outra» cidade — a do Vaticano!

Os Museus do Vaticano mereciam uma entrada própria neste blogue. Desde os jardins, às inúmeras coleções, tive de enfrentar as hordas de turistas que sobrelotavam os corredores, ou os seguranças que ralhavam comigo por tirar fotografias no interior da Capela Sistina. Mas valeu a pena. Foi uma tarde bem passada, que terminou com uma visita à Basílica de S. Pedro. O Vaticano é ainda mais mágico quando visitado à noite.

Naquele que foi o penúltimo dia em Roma, dediquei-o a conhecer melhor a cidade, as praças emblemáticas e os recantos mais especiais. Comi um gelado na carismática Fontana di Trevi, andei um pouco pela elegante Via Venetto e sentei-me nas escadarias da Piazza di Spagna, o único local onde me senti algo desiludido. Regressado ao hotel, estava na altura de fazer novamente a mala. No dia seguinte, iria apanhar o comboio e rumar a norte. Milão esperava por mim!

Tenho feito um pequeno exercício depois de regressar de cada viagem. É simples e consiste em pensar se, de repente, alguém me oferecesse uma viagem para poder voltar, onde é que eu iria? A resposta chama-se Lago Como, onde fui no dia a seguir a chegar a Milão. Reduzi o tempo que planeara estar na famosa localidade que dá nome ao lago, para começar a explorá-lo através de Varenna, 50 km a norte. É uma vila muito pitoresca, de uma beleza rara e com vista para os Alpes.

Foi por volta da hora de almoço que respirei fundo, venci o meu medo de andar de barco e lá apanhei o ferry até Como. A viagem, que até foi confortável, ofereceu vistas espetaculares sobre as montanhas e as restantes localidades situadas nas margens do lago. Mas ao chegar à vila, percebi o porquê da fama que reúne. A vila de Como é pitoresca, serena e com uma baía deslumbrante. Quero regressar!

O último dia em Itália foi dedicado a conhecer melhor a cidade de Milão. Muito mais moderna do que Roma, não a achei cinzenta, tal como me a haviam descrito. Tirando o custo de vida, podia mudar-me para lá. É uma cidade com muito verde, onde não faltam igrejas, uma catedral gótica e (caríssimas) galerias comerciais. Com a carteira bem guardada no bolso do casaco, estava na altura de ir-me embora. Arriverdeci Italia!

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