O fim

Esta vai ser a última entrada do ano. Vou voltar a fazer uma pausa e, tirando uma fotografia que ainda não sei se irei ou não publicar, devo permanecer ausente das redes sociais e afins, embora contactável para todos os leitores que desejarem comunicar comigo pelos meios habituais. Voltei a ter vários dias em que não me senti nada bem e julgo ser melhor tirar algum tempo para mim e recarregar baterias. Conto regressar em janeiro, já sem segredos em relação ao novo livro. Aqueles que me seguem já perceberam que não tardará muito a chegar às livrarias.

Já escrevi aqui mais do que uma vez sobre o assunto, embora sem adiantar pormenores. 2017 tem sido um mau ano. Toda a minha família e amigos mais próximos estão vivos e com saúde, o que é motivo suficiente para celebrar, mas este facto, e a minha mudança de editora são os únicos pontos positivos. O resto é para esquecer, incluindo o acidente de carro que sofri.

Portanto, não vou fazer um balanço. Limitar-me-ei a olhar em frente e sorrir perante a perspetiva de um recomeço. Tal como prometi, vem aí uma nova fase. Não me considero uma pessoa otimista. Aliás, quem me conhece na intimidade dirá mesmo o contrário. Mas sempre gostei imenso dos primeiros dias do ano. Há uma pequena centelha de esperança em cada nascer do sol que me faz sentir alegre.

Estou, por isso, naturalmente contente por regressar em 2018 com um novo livro e uma nova equipa de profissionais que tudo tem feito para me incluir na sua família alargada. Estou convicto de que a Cultura Editora trouxe uma mais-valia à minha carreira e confiante não só no trabalho que estamos todos a desenvolver em prol do livro, como também no que que fiz enquanto era apenas meu. No momento em que escrevo esta entrada já não é. O meu menino cresceu, foi editado, revisto, paginado e já tem capa. Quem já a viu ficou a sorrir e de certa forma boquiaberto pelo título e tema. É mais um thriller. Contrariamente ao que aconteceu com os meus romances anteriores, que só foram lidos por um familiar ou outro antes de serem publicados, este livro tem andado a circular pelas mãos de alguns leitores de confiança da Cultura Editora. E eu estou surpreso com o retorno positivo que tenho recebido.

Espero que esta também vá ser a última entrada que escrevo com o atual designdo site. 2018 vai ser um ano de mudanças, em que sei de antemão ir ferir algumas suscetibilidades e melindrar outras pessoas pelas opções que irei fazer. Mas a vida continua e eu sou hoje bem diferente do que era há cinco anos quando de forma muito ingénua me vi com um livro publicado. Gosto de pensar que a pessoa que era mantém-se. Considero que terei evoluído, no entanto. Não somos seres estanques, imutáveis — é impossível —, mas muito aconteceu desde a minha vitória num pequeno concurso literário que todos olharam de lado. Eu aprendi bastante não só com os erros que cometi, como pela forma como muitos mais me induziram em erro. E o escritor que sou hoje em dia, esse, sim, é completamente diferente.

Termino com aquele que me amará incondicionalmente. Tentei tirar uma fotografia ao meu cão com um barrete do Pai Natal. Decidi, depois de andar a correr atrás dele, que o melhor seria dar-lhe liberdade e deixá-lo brincar à vontade. Foi o melhor que podia ter feito. O Kimi continua lindo como sempre. E não é apenas por fora. Regresso no próximo ano. Trarei comigo o melhor de mim.

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