Une ação, intriga, romance e suspense numa história bem elaborada

«Une ação, intriga, romance e suspense numa história bem elaborada, que entretém e ensina. Um autor que avança, reage, aposta e segue em frente sem medo de tocar em novos temas. Recomendo totalmente.»

A Última Ceia.

Ricardo Trindade

O Informador

«Nuno Nepomuceno regressa com uma nova obra e volta a surpreender e a não desiludir. Focado desta vez no mundo da arte e com a igreja a marcar presença, em A Última Ceiao destaque está precisamente nesta obra de Leonardo da Vinci, Il Cenacolo, o fresco cujas suas cópias são roubadas.

Fazendo regressar o professor Catalão e a sua Diana com o pequeno Rodrigo, Nuno Nepomuceno traz em A Última Ceianovas personagens para baralhar e dar um novo fôlego a esta história. Sofia Conti e Giancarlo Baresi são os protagonistas desta trama como um par romântico enredado entre acontecimentos que envolvem negócios obscuros perante o mundo da arte, onde as cópias de Il Cenacolosão roubadas, copiadas e ficam prontas para seguir outros caminhos. E é nesse campo que entra o professor Catalão para ajudar a recolocar a ordem em toda a situação para que a mesma não seja tornada pública e consiga ficar resolvida antes que se torne embaraçoso.

Viajando entre Lisboa, onde vive Afonso Catalão, Milão, de onde desaparecem as peças de arte, e Londres, onde irá acontecer a nova exposição da Academia Real das Artes de Londres com a última cópia bem guardada de A Última Ceia, é necessária proteção máxima e perceber que quem está por detrás dos mais recentes roubos e poderá estar a preparar um assalto final.

Dando a conhecer um pouco mais sobre o professor Catalão e reencontrando a sua antiga aluna Sofia no meio de toda esta história, Nuno Nepomuceno conseguiu nesta narrativa criar um novo percurso sem esquecer o que já fez no passado, recuperando e dando continuidade às suas personagens que têm tido destaque e conquistado os leitores perante as suas anteriores obras. Com base no mundo das artes, tocando na igreja e em alguns podres inseridos neste mundo, como o caso da homossexualidade e dos favores que vão sendo feitos, pica ainda a política como só um bom observador o consegue fazer, utilizando momentos de ficção onde os recados vão sendo transmitidos.

No que toca à criação de A Última Ceia, Nuno Nepomuceno continua na sua boa evolução de obra para obra. Não desiludindo e unindo a ação com o crime, a intriga com o romance, e o suspense com um policial corrido e sem maçar, o autor consegue agarrar o leitor através dos curtos capítulos onde sempre algo de novo acontece, deixando pistas e motivos para se continuar a querer continuar perante as próximas páginas para se saber como cada ponto solto vai sendo tratado e resolvido. Numa escrita rápida, simplificada ao mesmo tempo que é explicativa e com capacidade para que o leitor visione o que está a ser descrito, conseguindo ficar com a imagem dos locais e dos momentos de ação de uma história bem elaborada que entretém, ensina e deixa o apetite aberto para pedir ao autor que continue a avançar com a sua escrita desta forma.

Uma leitura totalmente recomendada, sem medos e hesitações, por ser percetível a quem tem acompanhado o trabalho de Nuno Nepomuceno que existe uma evolução bem condimentada e demonstrada e onde o futuro triunfante parece estar cada vez mais do seu lado. Com trabalhos nacionais como este vale a pena seguir a linha de um autor que avança, reage, aposta e segue sem medo de tocar em novos temas. »

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