«Um exemplo de excelência na literatura portuguesa equiparável aos melhores best-sellers mundiais.»

Retirado de Crónicas de Uma Leitora.

A Última Ceia

Por Vera Carregueira.

«Tenho de começar por dizer que este livro é brutal. É o segundo livro do autor que leio (sendo que o primeiro foi A Célula Adormecida) e mais uma vez deixei-me hipnotizar pela forma absolutamente fenomenal que Nuno Nepomuceno nos consegue manter agarrados às páginas.

A Última Ceiatem uma teia delicada e intrincada de acontecimentos que nos vai envolvendo. Deixando-nos conhecer gradualmente as personagens pela forma como os capítulos vão alternando de um núcleo para outro, acabamos por nos intrigar e tentar perceber até onde cada um deles está disposto a ir para atingir os seus objetivos.

Conhecemos Sofia Conti, uma ex-aluna que trabalha atualmente na embaixada portuguesa em Itália, e seguimos a sua vida ao longo de um pouco mais de um ano, desde o roubo das primeiras cópias de A Última Ceia, até depois da data estabelecida pelos assaltantes para o roubo da terceira, a ficar em exposição na Academia Real das Artes de Londres nessa altura. É bastante interessante acompanhar o percurso e o amadurecimento da jovem ao longo deste período.

Também iremos seguir o percurso do presidente da Academia Real das Artes de Londres e da sua esposa, uma curadora na Christie’s, e ver de que forma as suas vidas, tanto em termos pessoais como profissionais, são largamente afetadas pela possibilidade de um assalto à Academia Real.

São todos estes caminhos que se irão entrelaçar, formando uma trama cuidada e fazendo-nos questionar e antecipar os acontecimentos, percebendo de que forma a vida de todos os intervenientes acaba por convergir e andar à volta de uma obra de arte.

O autor é exímio no que faz. Percebemos que nada está ali por acaso, que toda a informação foi cuidadosamente pesquisada e inserida de modo exemplar no contexto, conseguindo levar-nos a viajar entre os três países que são palco da ação. Numa linguagem cuidada, mas fluida, e com capítulos curtos, é um livro que deixa ao leitor a opção de o ler de uma assentada.

Nuno Nepomuceno é um claro exemplo de excelência na literatura portuguesa, equiparando-se aos melhores best-sellers mundiais.»

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