Finalista de o Prémio de Ficção Bertrand 2019.

Quem ouviu o episódio especial de Os Ficheiros Catalão deve ter percebido o quanto me orgulho deste livro. A verdade é que, para mim, A Última Ceia será sempre um livro especial. Sinto que alguns dos meus leitores não o apreciaram tanto como outros, que acharam que o livro não exibia a mesma densidade de, por exemplo, Pecados Santos. A meu ver, a comparação nunca foi adequada. São livros do mesmo autor. Cada letra, cada avanço e retrocesso na narrativa, saíram de mim. Mas são livros completamente diferentes. Por isso, não podem ser comparados.

Mas nem sempre temos a noção exata de tudo o que acontece à nossa volta. E A Última Ceia parece ser um exemplo disso. A nomeação, resultado da escolha de livreiros e um júri, já foi uma surpresa, mas, agora, ter sido promovido a finalista por algo que resultou apenas dos votos dos leitores é bem diferente. Gostaria por isso de deixar a todos um grande agradecimento, não só por terem votado no livro, como por todo o carinho que me têm dado. Há dias em que olhamos para trás e pensamos sobre como é que tudo acabou por nos levar até determinado ponto da nossa vida. O dia em que soube que estava nos finalistas do Prémio Bertrand foi uma dessas ocasiões.

Analisando friamente as minhas hipóteses, acho que este não será o meu ano. Mas espero que um dia venha a ser.

Obrigado.

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