Entrevista e questionário de Proust na Revista Novos Livros.

Novos Livros é uma revista literária, que pode ser lida online. Deixo-vos aqui hoje o questionário de Proust a entrevista que realizei com esta publicação. Espero que gostem.

Questionário de Proust – Nuno Nepomuceno.

O que é para si a felicidade absoluta?

A praia e um bom livro.

Qual considera ser o seu maior feito?

Chegar até aqui. A minha mãe teve um parto muito sofrido. Nasci com uma asfixia grave, sem conseguir respirar, e o médico estava pouco crédulo na minha sobrevivência.

Qual a sua maior extravagância?

Passar um dia inteiro a ler.

Que palavra ou frase mais utiliza?

Aquelas que não conhecia antes (para me habituar).

Qual o traço principal do seu carácter?

Tento ser honesto.

O seu pior defeito?

Tentar ser honesto.

Qual a sua maior mágoa?

Não conseguir ler todos os livros que tenho em casa.

Qual o seu maior sonho?

Ler todos os livros que compro.

Qual o dia mais feliz da sua vida?

O dia em que acabei a formação universitária. Era um sonho antigo dos meus pais.

Qual a sua máxima preferida?

Nunca desistir. Já caí em várias ocasiões e ergui-me em todas elas.

Onde (e como) gostaria de viver?

Na vila de Como, no norte de Itália, numa vivenda  com vista para o lago, ao lado da do George Clooney. Tentaria convencê-lo a produzir uma adaptação para cinema de um dos meus livros.

Qual a sua cor preferida?

Azul.

Qual a sua flor preferida?

Túlipa.

O animal que mais simpatia lhe merece?

Leonardo, um tigre da Sibéria (terão de ler A Última Ceia para perceber isto).

Que compositores prefere?

Contemporâneos, que consigam fundir mais do que um género.

Pintores de eleição?

Leonardo da Vinci.

Quais são os seus escritores favoritos?

Ken Follett, Nicci French, Daniel Silva.

Quais os poetas da sua eleição?

Não tenho um poeta preferido, mas poemas. O Infante é um deles.

O que mais aprecia nos seus amigos?

A sensibilidade.

Quais são os seus heróis?

Os meus pais.

Quais são os seus heróis predilectos na ficção?

Kit Walker, O Fantasma, de Lee Falk.

Qual a sua personagem histórica favorita?

João I.

E qual é a sua personagem favorita na vida real?

A minha mãe.

Que qualidade(s) mais aprecia num homem?

A honestidade.

E numa mulher?

A honestidade.

Que dom da natureza gostaria de possuir?

A telepatia. Sou muito curioso pela vida dos outros. Dá excelentes histórias.

Qual é para si a maior virtude?

A honestidade.

Como gostaria de morrer?

Sem sofrimento, de preferência de modo diferente de uma das minhas personagens. Seria demasiado irónico.

Se pudesse escolher como regressar, quem gostaria de ser?

Como Leonardo, o tigre da sibéria de A Última Ceia.

Qual é o seu lema de vida?

Só saberei se vou falhar em algo, se tentar fazê-lo primeiro.

 

 

Entrevista Novos Livros

O que representa, no contexto da sua obra, o livro “O Cardeal”?

Vejo O Cardeal como um livro de transição, no qual incluí alguns elementos narrativos com os quais nunca trabalhara. É uma história de segredos, mentiras, ilusões e de como as aparências podem enganar, sobretudo no mundo atual, em que os outros medem o nosso sucesso pela forma como parecemos ser, e não por aquilo que realmente somos, ou pela qualidade do nosso trabalho.

Simultaneamente, trata-se do quinto volume da série Afonso Catalão e o primeiro original que publico depois do meu best-seller, A Morte do Papa. Como se costuma dizer no meio literário, é um livro que sofre da «maldição do sucesso», mas que eu espero que não venha a ser o caso. Na minha opinião, independente do acolhimento que O Cardeal venha a ter, estou a apresentar neste livro muito do melhor que já escrevi.

 

Qual a ideia que esteve na origem deste romance?

A ideia surgiu ainda durante a redação de A Morte do Papa, quando me apercebi que um dos núcleos de personagens tinha uma história demasiado complexa para ser incluída no livro sem o tornar demasiado longo.

Por isso, resolvi escrever O Cardeal, começando exatamente na mesma noite em que termina o seu antecessor. É neste livro que os leitores passarão a conhecer melhor a família Emanuel, quem terá matado Laura, uma das patriarcas, e que segredos escondem no passado Adam e Lizzie, seus sobrinhos e as principais suspeitas do homicídio.

 

Pensando no futuro, o que está a escrever neste momento?

Atualmente, estou a dedicar-me à reedição do meu primeiro livro, que a Cultura Editora planeia publicar ainda este ano. A nova versão de O Espião Português seguirá o mesmo enredo e linha cronológica das de 2012 e 2015, mas o livro está a ser integralmente reescrito por mim, o que fará com que regresse às livrarias com vários capítulos inéditos.

Em simultâneo, estou a começar a trabalhar no sexto livro da série Afonso Catalão, reunindo pequenas ideias, enquanto pondero sobre os arcos narrativos que irei criar.

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