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Chá para dois.

Partilho com todos a minha participação na rubrica Chá para dois, do blogue A  Vida de Diana.

Por Diana Fonseca. Disponível na página Instagram de A Vida de Diana.

 

INTRODUÇÃO:

Chamo-me Nuno Nepomuceno, tenho 44 anos, sou controlador de tráfego aéreo e natural das Caldas da Rainha. Gosto de praticar desporto, de ler, ver bons filmes e séries de televisão, e sou o autor da série de espionagem Freelancer e da série de thrillers psicológicos Afonso Catalão.

ENTRADA:

PARA TI, CHÁ DE: casca de limão.

 

ENTREVISTA:

COMO É SER ESCRITOR EM PORTUGAL?

É uma profissão pouco reconhecida, o que traz desafios acrescidos. É difícil viver deste ofício, uma vez que o nosso mercado é pequeno, tal como as receitas que auferimos, o que faz com que muitas vezes seja exercido paralelamente a outro. Normalmente, escrevemos por prazer, porque gostamos, tal como de ler.

HÁ QUANTO TEMPO ESCREVES? COMO CONCILIAS COM O DIA-A-DIA?

Na realidade, escrevo regularmente desde 2002, o ano em que comecei a redigir O Espião Português, que depois veio a tornar-se no meu primeiro livro. Como só foi publicado em 2012, normalmente as pessoas consideram que o faço desde essa data, ou seja, há 10 anos.

Inicialmente, começou por ser fácil conciliar a escrita com a minha outra profissão, mas com o tempo, devido ao reconhecimento que os livros foram obtendo, exigiu mais disciplina e concentração. Atualmente assenta muito na capacidade de manter um trabalho regular.

O QUE USAS COMO INSPIRAÇÃO? A VIDA QUOTIDIANA, VIAGENS, ETC.

Tudo pode acontecer, desde alguém com quem me cruzo, a um pequeno excerto que leio, uma imagem, ou uma música. Até uma rua e o seu ambiente poderão ser uma fonte de inspiração.

QUAL A PARTE MAIS FÁCIL E A MAIS DIFÍCIL NA ESCRITA?

O mais difícil é conseguir corresponder às expetativas dos leitores. Todos temos gostos e interesses diferentes, e aquilo que alguém aprecia pode ser detestado por outra pessoa. Julgo que o mais fácil em escrever será redigir. Gosto de me perder nas palavras. É uma sensação excelente.

COMO É O TEU PROCESSO DE ESCRITA? QUANDO COMEÇAS A ESCREVER, JÁ TENS TUDO PENSADO OU DEIXAS A IMAGINAÇÃO FLUIR?

Começo normalmente com uma ideia definida sobre o início e fim do livro, mas vaga relativamente ao miolo. Depois, vou escrevendo os capítulos. Por vezes, planeio; noutras ocasiões limito-me a ir criando, enquanto avanço no enredo.

QUAL É O TEU GÉNERO LITERÁRIO PREFERIDO?

Gosto de ler thrillers, romances históricos e, de vez em quando, alguns livros de fantasia.

QUAL É O LIVRO DA TUA VIDA?

Os Pilares da Terra, de Ken Follett.

QUAL É O TEU AUTOR FAVORITO? INCENTIVOU-TE A ESCREVER?

Tenho vários autores preferidos, como Ken Follett, a dupla inglesa Nicci French, ou o norte-americano Daniel Silva, entre outros. Foram um incentivo para mim, porque admiro a carreira e os livros que nos vão deixando.

VAIS PUBLICAR ALGUM LIVRO EM BREVE? QUANDO? DE QUE GÉNERO?

Sim, estou a preparar a reedição de A Hora Solene, o meu terceiro livro, um original de 2015. Trata-se da conclusão da trilogia Freelancer e é um thriller de espionagem.

UM CONSELHO PARA FUTUROS ESCRITORES.

Que continuem a sonhar e a acreditar.

FINAL:

PARA NÓS, BOLO DE…

Chocolate

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